quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Exercícios de História

) Leia os trechos abaixo, que apresentam comentários sobre três pintores europeus do século XIX:

“Em 1848, o ano do Manifesto Comunista e das grandes lutas operárias, Francois Millet expõe um quadro que representa um camponês no trabalho: a ética e a religiosidade do trabalho rural continuarão sendo os temas dominantes de sua obra. Porém, ainda qu sincera, a escolha política de Millet é ambígua: por que os camponeses e não os operários das fábricas (...)? A burguesia se entusiasma com Millet por pintar os camponeses que são trabalhadores bons, ignorantes, sem reivindicações salariais nem veleidades progressistas (...) [O pintor] escolhe conteúdos poéticos, ama as penumbras envolventes que unem figuras e paisagem, os efeitos sugeridos de luz, os motivos patéticos.”

‘Daumier escolhe (em seus quadros)a ação política. O povo para ele, é a classe operária em luta contra governos liberais burgueses, que falam de liberdade, mas são submissos ao capital.”

“Van Gogh se interroga, cheio de angústia, sobre o significado da existência, do estar-no-mundo. (...) Num primeiro momento, na Holanda, aborda frontalmente o problema social. São quadros quase monocromáticos; escuros; uma polêmica vontade de fealdade deforma as figuras. A industrialização que prospera nas cidades trouxe a miséria aos campos, acabando por privá-los não só da alegria de viver, como também das luzes e das cores.”

ARGAN, G. C. Arte Moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. P 71, 123-124

Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o século XIX, assinale a alternativa correta:

a) O autor demonstra que a produção e a recepção artísticas devem ser analisadas com certo distanciamento em relação ao contexto histórico e sugere que o processo de criação do artista e a repercussão de sua obra dissociam-se da realidade vivida.

b) A década de 40 do século XIX pode ser caracterizada pela exclusividade britânica durante a industrialização na Europa e pelo conformismo do proletariado, dos intelectuais e dos artistas.

c) O camponês representa o sujeito que, no Manifesto Comunista, foi apontado como protagonista na superação do capitalismo.

d) Para o autor, Millet define sua posição política ao tematizar em seus quadros a figura do camponês, retratando assim os movimentos sociais que agitavam a França em 1848.

e) Pintores como Van Gogh e Daumier revelam grande sensibilidade social em suas obras, no momento em que assistiam às conseqüências da industrialização para o campo e à exploração da classe operária nas cidades.

 
 

Homem e mulher, foice e martelo, enlaçados: a construção do socialismo era o futuro.

(Daniel Aarão Reis Filho. A aventura socialista no século XX. São Paulo: Atual, 1999, p.6)

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20) Considerando o contexto a que se refere a imagem, afirma-se que ela:

a) sintetiza a proposta política pautada na aliança entre operários e camponeses, efetivada na Rússia Revolucionária e representada na iconografia, respectivamente, pelos seus instrumentos de trabalho.

b) denota a igualdade social, econômica e sexista existente na Rússia Czarista, representada na iconografia pelo entrelaçamento das mãos do homem e da mulher, símbolos da harmonia e fraternidade da sociedade soviética.

c) simboliza a vitória dos camponeses sobre os operários russos na disputa pelo controle dos sovietes após a assinatura do Tratado de Brest Litovsk. Este tratado, garantiu a distribuição de terras aos camponeses vitoriosos.

d) descreve a aliança do estado czarista soviético e as facções camponesas favoráveis à reforma nos campos, com a instituição de cooperativas agrárias, objetivando assegurar o abastecimento do exército russo.

e) revela a luta das mulheres contra a exploração da mão-de-obra feminina nas cidades, antes da revolução de outubro de 1917, representada pelo seu instrumento de trabalho que é a foice, utilizada nas fábricas.

“Hitler valeu-se com uma infatigabilidade sem igual, (em seus discursos), da expressão “o ditame de Versalhes”. […] O nome daquele palácio estava, pois, vinculado […] à história alemã recente”.

(Elias Canetti. Massa e poder. São Paulo: Cia das Letras, 1995.180.)

21) Sobre a “vinculação” a que se refere acima, afirma-se:

a) Além da derrota política e militar imposta à Alemanha, na Assinatura do tratado de Paz em Versalhes, pondo fim à Primeira Guerra, os franceses queriam também humilhá-la, pois foi naquele palácio que viram a celebração da criação do Segundo Reich Alemão, após serem derrotados na Guerra Franco-Prussiana.

b) O “Tratado de Paz” de Versalhes, pondo fim à Segunda Guerra, impôs à Alemanha penalidades pesadas como a dissolução do Exército e o desarmamento bélico mas, também um significativo apoio moral, pois a França viu o surgimento do Segundo Reich Alemão, com a Coroação do Kaiser na Sala dos Espelhos, em Versalhes.

c) Hitler considerava a assinatura do Tratado de Versalhes um ditame, porque ao ser derrotada, a Alemanha reconheceu suas limitações militares, dissolveu seu exército e depôs as armas pacificamente. O holocausto nazista contra os judeus poloneses foi uma ratificação dessa postura.

d) O fato histórico relacionado ao Palácio de Versalhes e a história alemã, remonta às práticas de Alianças Políticas e militares firmadas entre França, Alemanha e Inglaterra que formaram a Tríplice Entente, acordo assinado em Versalhes, frente às pretensões imperialistas do Império Russo.

e) Pelo Tratado de Versalhes, a Alemanha foi responsabilizada pelos resultados letais dos avanços tecnológicos alcançados pela indústria bélica. Assim, o presidente da Alemanha, apresentou os 14 Pontos de Wilson que serviram de base para a assinatura do Acordo de Paz, que visavam o fortalecimento e militarização de seu país.

22) O período da Guerra Fria, considerado uma fase da história da humanidade onde havia uma violência velada, teve como um dos símbolos o Muro de Berlim, que dividia a Alemanha em Oriental e Ocidental. Nos dias atuais, um outro Muro está sendo construído, desta vez no Oriente Médio, onde os israelenses procuram isolar-se da Cisjordânia. Fazendo uma comparação entre esses dois muros, afirma-se que:

a) ambos possuem um caráter estritamente econômico, haja vista que separa e /ou separava terras desenvolvidas das subdesenvolvidas, a exemplo das Alemanhas na Europa e de Israel da Cisjordânia no Oriente Médio.

b) o de Berlim tinha um caráter ideológico, uma vez que separava simbolicamente o mundo capitalista do socialista, enquanto o do Oriente Médio tem razões de natureza política, sem nenhuma característica de origem étnica ou religiosa, pois os conflitos aí existentes são provocados pela busca do domínio das terras hoje ocupadas pelo Estado de Israel.

c) a violência e a intolerância são dimensões comuns à construção dos dois muros, pois a separação, a exclusão, a interdição do direito de ir e vir estão presentes nos dois casos, sendo aspectos considerados práticas contrárias aos ideais de respeito às diferenças e às liberdades.

d) no caso do Muro de Berlim, havia equilíbrio militar entre os dois blocos geopolíticos (socialistas e capitalistas), o mesmo acontecendo no Oriente Médio, pois a posição dos Estados Unidos própalestinos, favorece a equiparação das forças militares envolvidas no conflito.

e) quanto ao Muro de Berlim, as razões da construção são de ordem étnico-religiosa, pois as duas Alemanhas possuem populações de origem étnica diversa (eslava x germânica), professando também religiões distintas (católicos x protestantes), o que não acontece no Oriente Médio, pois tanto israelenses como palestinos são de origem semita praticantes do islamismo.

23) “Era um garoto/ Que como eu/ Amava os Beatles e os Rolling Stones/ Girava o mundo/ Mas acabou/ Fazendo a guerra no Vietnã/ Cabelos longos não usa mais/ Não toca a sua guitarra e sim/ Um instrumento que sempre dá/ A mesma nota... Rá, Tá, Tá, Tá.”

A letra da música acima retrata

a) A política intervencionista dos EUA no Vietnã do Sul, a contestação americana contra a guerra, através de vários movimentos liderados por estudantes, intelectuais e artistas, entre eles a crítica musical e o movimento hippie

b) Á década de 70, auge da Guerra Fria ,quando Kennedy enviou assessores e conselheiros militares para apoiar o regime pró-ocidental do Vietnã do Norte e a contestação da sociedade americana,principalmente através da música;

c) A década de 60, com a retirada americana do Vietnã depois que o movimento contra a Guerra dos EUA conseguiu criar limites à escala militar do Vietnã do Sul;

d) A década de 60, auge da Guerra Fria e o apoio da sociedade americana à guerra contra o Vietnã do Sul, através de vários movimentos liderados por estudantes, intelectuais e artistas, principalmente a crítica musical e o movimento hippie.

e) O fim da década de 70, o declínio da Guerra Fria a partir de movimentos de contestação a conflitos como o do Vietnã e ao imperialismo soviético, notadamente entre a classe artística e intelectuais de vanguarda.

24) No dia 13 de agosto de 1961, a 0h35.[…] Quando o governo da Alemanha Oriental cansou de ver os berlinenses do leste atravessando para o oeste, decidiu implementar a Operação Muralha da China. Em poucas horas, a cidade estava dividida.[…] Foi preciso esperar o 9 de novembro de 1989 para que o Muro desabasse – com o sinal verde do Kremlin.

(Bernard Brigouleix <http:www.historia_viva/ reportagens/muro_vergonha2.html> acesso em 05 out 2007.)

O Texto indica os diferentes momentos de construção e de derrubada do Muro de Berlim, sobre o qual é correto afirmar que:

a) contribuiu para a solidificação do regime capitalista no Leste Europeu, cuja propaganda mais contundente para o Ocidente foi a madrugada do dia 13 de agosto de 1961.

b) contribuiu para a aproximação diplomática da parte Oriental e Ocidental da Alemanha rompida em 1989 com a derrubada do Muro de Berlim pelos agentes do Kremlin.

c) descaracterizou o regime socialista implantado na Alemanha Oriental após a Segunda Guerra e que se fundamentava na liberdade de ir e vir dos cidadãos berlinenses.

d) consolidou a separação da Alemanha impedindo o acesso dos berlinenses à Alemanha Ocidental, pois o muro se assemelhava à Muralha da China, separando a Alemanha de Norte a Sul do país.

e) representou o símbolo de uma Era cuja orientação ideológica se opunha em dois modelos políticos e econômicos distintos, os quais definiram a organização geopolítica mundial que entrou em colapso no fim dos anos 80 do século XX.

25) “Sentindo-me sem emprego, com o casamento marcado para o dia 26 de janeiro de 1931, resolvi dirigir-me pessoalmente ao interventor Magalhães Barata. Dava audiências públicas no grande salão de sua residência. (...) Fiquei no grande salão, onde se aglomerava uma massa compacta de pedintes, de todas as classes sociais. (...) Enfim pareceu o interventor; fardado, comissionado em coronel.

- Senhor Interventor: Venho pedir-lhe um emprego. Disse o meu nome e ele respondeu imediatamente:

- Tenho muitas boas informações a seu respeito, o senhor será aproveitado pela Revolução. Não precisa mais se preocupa: Quando a Revolução precisar do senhor irá buscá-lo. Aguardo os acontecimentos”.

(MEIRA. Octávio, Memórias do Quase Ontem” P. 254, IN: RODRIGUES, Denise de Souza S. Pará/1935. Um Estudo sobre Liderança o Conflito. Rio de Janeiro. 1979. dissert.! Mest. (IUPERJ. 52)

- O trecho acima refere-se à interventoria do Magalhães Barata. A leitura nesse relato e as contribuições da historiografia possibilitam afirmar que:

a) O governo de Magalhães Barata caracterizou-se pela contraposição ao modo populista e ditatorial de governar. Tal postura explicasse pela formação militar do interventor.

b) Acreditando que salvaria as finanças públicas, aprovou a legislação trabalhista que extinguiu o funcionalismo público. Foi desenvolvido então, um amplo programa de privatizações, fato que acarretou enorme apoio político ao inventor.

c) Buscando consolidar seu poder, Magalhães Batata buscou apoio das antigas oligarquias locais. Devido a isso, decretou o fechamento dos sindicatos em janeiro de 1931.

d) A partir do 1934, desenvolveu-se uma campanha eleitoral extremamente polêmica. Nesse sentido, foi favorável a Magalhães Barata, o apoio sistemático da imprensa, especialmente do jornal ”A Folha do Norte”.

e) Magalhães Barata desenvolveu uma política assistencialista no sentido de conquistar o apoio das massas populares. Desse modo, em seu estilo de governar, mostrava-se próximo aos populares. recebendo-os e atendendo-os no palácio do governo.

26) Em janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito Presidente da República pelo PMDB. A respeito da chamada Transição Democrática, é correto afirmar:

a) O governo de Tancredo Neves foi marcado por uma grande instabilidade política que levou à renúncia do presidente e à posse de seu vice, José Sarney.

b) Tancredo Neves foi eleito presidente de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, tendo como vice José Sarney, ex-presidente do PDS, partido que apoiava o Regime Militar.

c) Em torno de Tancredo Neves formou-se a Aliança Democrática, que reunia o PMDB e dissidentes do PDS, entre os quais José Sarney e Paulo Salim Maluf.

d) A candidatura de Tancredo Neves contou com o apoio oficial de todos os partidos de oposição, isolando completamente os colaboradores do Regime Militar.

e) Apesar de vitorioso nas eleições indiretas, Tancredo Neves foi impedido de assumir o governo pelas Forças Armadas, que fecharam questão em torno do nome de José Sarney.

Estrangeiro é quem

mudou de país

mudou de paisagem

e fez da viagem

um modo de estar.

Quem deixou para trás

o que tinha pela frente.

Quem era igual

e se tornou diferente.

Estrangeiro é quem

mudou por inteiro:

de ares, de amigos

e até de dinheiro

(Alberto Martins. "A Floresta e o estrangeiro". São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000. p. 6-7)

27) As lutas por conquistas trabalhistas faziam parte da memória social e pessoal de muitos estrangeiros que chegaram no Brasil como imigrantes. Durante a Primeira República (1889-1930), eles tiveram um papel importante na organização do movimento operário brasileiro. Sobre esse movimento, pode-se afirmar que

a) Os sindicatos eram regulamentados por uma legislação trabalhista que excluía os operários estrangeiros do direito de sindicalização.

b) Os operários imigrantes eram os mais organizados politicamente e atuavam sempre contra as confederações de tendência anarquista.

c) As lideranças sindicais, por defenderem os princípios do liberalismo, obtiveram várias concessões dos empresários e do poder público.

d) Muitos líderes operários que participaram da greve de 1917 foram condenados e deportados do Brasil por serem imigrantes e defensores de idéias anarquistas.

e) As organizações sindicais eram de natureza pacífica, o que explica as poucas conquistas trabalhistas obtidas pelos operários naquele contexto histórico.

28) A Guerrilha do Araguaia foi uma das formas de resistência à Ditadura Militar implantada no Brasil em 1964.

· Sobre esse movimento é correto afirmar que:

a) foi organizado por um grupo de jovens militantes, oriundos das diversas regiões do país, que se somaram aos participantes locais pertencentes a Aliança Libertadora Nacional (ALN), considerada a mais importante organização guerrilheira do país. Objetiva implantar na região do Baixo Araguaia um foco de resistência, chamada teoria do foquismo.

b) organizado por uma ala dissidente do PC do B, que era a favor da luta armada, foram chegando lentamente à região do sul do Pará e rapidamente conseguiram a adesão dos seus habitantes. Isto explica a vitória desse movimento, durante muitos anos, sobre as tropas do governo militar.

c) os grupos que o organizaram procuraram criar entre os habitantes da região uma consciência política, de modo que eles aderissem a luta armada contra o governo ditatorial implantado no país, no entanto, essa estratégia de luta não teve êxito devido a forte presença dos governos militares no interior do Pará, através de programas sociais.

d) a escolha do local, entre o Baixo Araguaia e o Médio Tocantins, foi feita obedecendo alguns critérios necessários à tática da guerrilha e a expansão do movimento para outros lugares do país. Dentre esses requisitos estava o atraso dessas áreas, marcadas pela ausência de uma política governamental e pelos problemas fundiários.

e) Todas as afirmativas estão corretas.

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(extraída de: PAES, Maria Helena Simões. Em nome da segurança nacional: do golpe de 64 ao início da abertura. São Paulo: Atual, 1995. P. 43.)

29) A partir da contextualização histórica da charge e das informações a ela referentes, pode-se afirmar:

a) A charge enfatiza a postura do recém instalado governo militar, em acabar com a injustiça. Eleitoral através das eleições indiretas, uma vez que a Segurança Nacional estava sendo ameaçada e o destino político da Nação dependia do esforço de cada um de seus cidadãos, mesmo que implicasse em .abrir mão. do seu direito de votar e de sua cidadania, deixando de escolher o presidente do país.

b) Fortuna através da charge, com refinada ironia, critica o processo de fortalecimento político do regime militar ao instituir eleições indiretas para presidente, vice-presidente e governadores que passariam a ser eleitos pelo Congresso Nacional, retirando do cidadão o seu direito de escolher os principais dirigentes do país, por isso a afirmação de que não seriam apenas os analfabetos que não mais votariam.

c) A charge ironiza as eleições indiretas, que representaram um duro golpe na democracia brasileira de 1966, caracterizada pelo pluripartidarismo. Após o fortalecimento do regime militar, destacavam-se dois partidos de esquerda: o MDB (Movimento DemocráticoBrasileiro) e a ARENA (Aliança Renovadora Nacional).

d) Fato que se confirmou com a eleição de Costa e Silva e a imposição da Lei de Segurança Nacional que responsabilizava cada cidadão brasileiro pela segurança da nação.

e) A charge de Fortuna refere-se ao período inicial da ditadura militar que amenizou ainda mais a responsabilidade e direitos do cidadão como o fato de .agora não ser apenas os analfabetos que não votavam., ou seja, os demais cidadãos brasileiros também estavam excluídos da democracia brasileira. O presidente Castelo Branco criou ainda, para assegurar a cidadania aos brasileiros, o SNI (Serviço Nacional de Informação) com a responsabilidade de reunir informações de grupos e indivíduos que ameaçassem a nação.

30) “Como no Vietnã, a concepção que norteava o partido era de que a deflagração da guerra revolucionária seria um trabalho a longo prazo. Era necessário antes de tudo uma profunda integração paciente. Como dissera Ho Chi Minh, o grande revolucionário vietnamita, seria preciso ‘comer, trabalhar e viver com o povo’. Primeiro, era necessário conquistar a confiança das massas locais. Uma confiança que entre os camponeses só pode ser conquistada através de ações concretas, de exemplos diários, e não de discursos ideológicos.”

(FONTELES, Paulo. A Guerrilha Redescoberta. In: Tribuna Operária, 1980)

O texto acima refere-se à Guerrilha do Araguaia. Assinale a alternativa que se relaciona com esse episódio da História do Brasil e da Amazônia:

a) tratou-se de um movimento idealizado e organizado pelo Partido Comunista do Brasil que, rompendo com a linha pacifista do Partido Comunista Brasileiro (de Prestes), tentou organizar na Amazônia uma luta revolucionária a partir do campo que propunha desbancar o governo ditatorial que se havia instalado no Brasil e estabelecer um modelo econômico socialista;

b) foi a luta armada organizada pelo Partido Comunista Brasileiro de Luís Carlos Prestes que, sob a influência da Revolução Russa, pretendeu estabelecer um modelo de reação no Brasil capaz de enfrentar e derrubar a Ditatura Militar que havia-se estabelecido com o Golpe de 1964.

c) Consistiu na tentativa de uma construção revolucionária com base na influência cubano-chinesa, construída pelos remanescentes da guerrilha do Vale do Ribeira que, perseguidos pelo governo ditatorial, se estabeleceram na Amazônia com o propósito de dar continuidade à sua luta, atuando, sobretudo, entre os trabalhadores urbanos das indústrias e do comércio do sul do Pará;

d) Exprimiu o interesse pelas estratégias que foram usadas para conquistar o povo, demonstradas no texto acima, de se instalar um processo de humanização das relações sociais de trabalho na Região Amazônica. Sendo mal-entendidos, os “guerrilheiros” tornaram-se vítimas da impiedosa repressão militar;

e) Caracterizou-se numa aventura pequeno-burguesa sem maiores conseqüências e destituída de embasamento ideológico, espelhada na figura mítica de Ernesto “Che” Guevara e facilmente controlada pelo governo da Ditadura Militar.

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