terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - UMA EXPLICAÇÃO PARA O FIM DA URSS


No pós-guerra, embalados pelo Plano Marshall, os aliados aos Estados Unidos cresceram aceleradamente. Movidos por acirradas concorrências, as empresas dos Estados Unidos , da Europa Ocidental e do Japão fizeram um gigantesco esforço bisando à introdução de novas tecnologias, principalmente daquelas aplicadas ao processo produtivo, tais como a informática, a robótica, técnicas de miniaturização, etc., tudo isso possibilitou uma brutal elevação, tornando-as mais competitivas.
Evidentemente, para alcançar esse novo patamar houve um esforço conjunto entre as empresas e os Estados e os Estados que as abrigam no sentido de se investir maciçamente em pesquisa e desenvolvimento e na elevação dos níveis de qualificação da mão-de-obra. A essas novas tecnologias e às mudanças radicais que elas estão provocando, não só do ponto de vista socioeconômico, mas também cultural, é consenso definir como uma Terceira revolução Industrial. É o capitalismo adentrando no seu atual período técnico cientifico. Os paises lideres desse processo, ora em curso, são os Estados Unidos e o Japão, seguidos de perto pela Alemanha e a França e, em menor escala, por outros países desenvolvidos, como o Reino Unido, a Itália, o Canadá, a Suécia, Suíça, etc.

A DECADÊNCIA DA SUPERPOTÊNCIA

E a União Soviética? Como é que ficou nesse contexto de grandes transformações tecnológicas? Foi em meados da década de 70 que a União Soviética começou a perder o “bonde da história”. Ficava evidente, mesmo para os próprios soviéticos, que o império vermelho era uma superpotência apenas pelo seu poderio militar, pelo seu arsenal nuclear e pela sua capacidade de destruição em massa. Devido ao seu baixo dinamismo econômico, sua produtividade industrial não acompanhava nem de longe os avanços dos países capitalistas desenvolvidos mais competitivo. Seu parque industrial, sucateado, era incapaz de produzir bens de consumo em quantidade e qualidade suficientes para abastecer a própria população. As filas intermináveis eram parte do cotidiano dos soviéticos e o descontentamento se generalizava.
As filas nas lojas do Estado atormentavam a população. Era o retrato mais fiel da falência da economia soviética.

Mas o golpe de misericórdia na combalida economia soviética foi dado pelos Estados Unidos, no inicio da década de 80. a campanha dos republicanos para a eleição presidencial norte-americana, em 1980, foi baseada na recuperação da auto-estima e do prestigio internacional do país, abalado pela gestão democrata de Jimmy Carter, tido por muitos como um governo fraco. Ronald Reagan foi eleito presidente dos Estados Unidos com esse discurso e, para viabilizá-lo, prometeu triplicar o orçamento para a defesa. Como a União Soviética, não tinha mais condições de continuar com a Corrida Armamentista, os acordos de paz entre as duas superpotências se tornam necessários.
Nas eleições parlamentares, ocorridas em dezembro de 1995, o grande vencedor foi o partido Comunista. Isso refletiu o descontentamento da população com as reformas econômicas, ou seja, seu sofrimento com a prolongada crise. Assim, os partidos reformistas reduziram sua representação no Parlamento, conforme se pode constatar. O discurso xenófobo e radical de Jirinovsky também não empolgou tanto como em 1992 e seu partido também perdeu cadeiras no Parlamento.

O AGRAVAMENTO DA CRISE

Rússia, assim, como os demais países que integravam a extinta União Soviética, passam por um momento bastante delicado. Desmontaram a economia planificada, que bem ou mal funcionava e à qual estavam adaptados, mas não conseguiram ainda construir nada para substituí-la. Estão vivendo um momento de transição rumo ao capitalismo, mas até agora só conseguiram “conquistar” os aspectos negativos da economia de mercado: inflação, recessão, falências de empresas, desemprego em massa, empobrecimento da população, etc. A crise é muito grave, conforme se pode constatar pela analise dos dados a seguir.
A economia russa encolheu mais nesse período do que a norte-americana durante a crise de 29. estima-se que haja mais de 10 milhões de desempregados atualmente no país. O empobrecimento é generalizado e os russos começavam a conviver com um fenômeno com o qual não estavam acostumados: a miséria.
As antigas repúblicas da União Soviética estão descobrindo a duras penas que, para a economia de mercado funcionar direito, exigem-se ajustes estabilidades macroeconômicas e também um aspecto que vão demorar a incorporar: uma cultura capitalista, um modo de pensar capitalista que evidentemente deixou de existir depois de setenta anos de economia planificada. O capital estrangeiro, que era esperança de salvação econômica, não está entrando nesses países conforme era esperado, devido à instabilidade econômica e política. Particularmente na Rússia, além da grave crise econômica, como foi visto, há também uma crise política, provocada pelo separatismo. A Rússia continua sendo um país multinacional e o separatismo é sempre um fator de instabilidade. Isso ficou claro quando o governo de Bons Yeltsin reprimiu violentamente o movimento separatista da Chechênia (localiza-se no mapa da CEI).
Com o capital estrangeiro “assustado” e com mercados mais interessantes para investir no mundo, cada vez mais a economia russa é controlada por grupos mafiosos, que nada deixam a dever a AL Capone, no Chicago dos anos 30. O trecho do artigo de Antônio Gonçalves Filho mostra bem isso.

(...) A má fia dos tártaros, a má fia dos curdos, a má fia dos chechenos, todas elas têm o país nas mãos. Velhinhas aposentadas aparecem mortas por criminosos organizados que estão construindo fortunas sobre o sangue de seus compatriotas. Como agora é possível comprar imóveis por preços irrisórios (para os mafiosos), eles emprestam” o dinheiro a esses aposentados e, após a compra, os infelizes não recebem a casa própria, mas duas balas na cabeça (...).

Nessa terra desolada, a revolução não terminou com um bom, mas com a terrível constatação de que os russos jamais conquistaram sua cidadania, que sempre foram súditos de regimes de força — primeiro, os czares, depois o Estado soviético, e agora as máfias.
(O Estado de São Paulo, 14 de maio de 1995)

Mas quais foram as principais mudanças que ocorreram com o surgimento da CEI? Elas foram maiores no plano político. Houve uma descentralização de poder e, gradativamente, consolida-se a democracia em novos países independentes. O cargo mais importante da hierarquia de poder agora é o de presidente da República, que governa com o parlamento. Presidente e parlamentares são eleitos diretamente por voto popular em cada um dos novos países.
O grande vencedor nessa história toda foi o ultra-reformista Bons Yeltsin, que foi eleito presidente da Rússia, de longe a mais importante das ex-repúblicas soviéticas e principal herdeira da antiga superpotência, passando inclusive a ocupar o assento que pertencia à União Soviética como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Bons Yeltsin foi apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais porque, apesar de suas manifestações autoritárias e xenófobas, era o político que mais acenava com mudanças rápidas e profundas em direção a economia de mercado. Yeltsin era também o que mais afinava com a ideologia das potências ocidentais. Já que Gorbachev havia saído de cena, não restava outra alternativa senão apostar nele. É importante salientar, no entanto, que a própria saída de cena de Gorbachev foi um golpe branco impetrado por Yeltsin. Ao declarar a independência da Rússia, eliminou qualquer possibilidade de instauração de uma nova estrutura federativa, que, embora, fizesse algumas concessões aos separatistas, seria talvez a única chance de manter coesão territorial do país — o objetivo fundamental de Gorbachev.
Com o passar do tempo, Yeltsin daria demonstrações de autoritarismo. Em setembro, de 1993, ele fechou o Parlamento russo. Esse ato, claramente golpista, foi uma reação aos empecilhos colocados ao projeto ultra-reformista não só pelo Parlamento, de maioria conservadora comunista, mas também pela própria Constituição. Essas estruturas de poder eram uma herança da União Soviética, pois a Constituição datava de 1978 e o Parlamento tinha sido eleito em 1989. Assim, ao tomar essa altitude, Yeltsin buscou retirar os entraves que dificultavam suas reformas, tendo sido apoiado pelos Estados Unidos e países europeus. No entanto, agiu de maneira claramente ditatorial, mantendo uma tradição da Rússia, onde nunca houve de fato democracia.
Quando fechou o Parlamento, Yeltsin prometeu convocar eleições para dezembro de 1993. Cumpriu sua promessa, mas não foi muito bem nas urnas, embora tenha conseguido aprovar em plebiscito à nova Constituição, que lhe deu mais poderes. Seu partido, Opção da Rússia teve 13 % dos votos, mas o grande vencedor com 24 % dos votos, foi o Partido Liberal Democrático, oposição de extrema direita, liderado por Vladimir Jirinovsky. O Partido Comunista ficou com 10 % dos votos, seguido do Partido Agrário, com 9 %.
Foi com essa espinhosa missão que Mikhail Gorbatchev chegou ao cargo de secretário-geral do PCUS, posição mais alta da estrutura de poder da extinta União Soviética. Cabia a ele recolocar o país no mesmo patamar tecnológico do mundo ocidental, aumentando os níveis de produtividade econômica. Cabia a ele também aumentar a oferta e a qualidade de bens de consumo de alimentos para a população.
Para isso, era importante atrair investimentos estrangeiros, garantindo acesso a novas tecnologias. Com esse objetivo, foram firmadas muitas associações (ioint ventures) com empresas ocidentais. Era fundamental, para tanto, introduzir entre os administradores e trabalhadores o conceito de lucro, de produtividade, de controle de qualidade, etc, afim de modernizar empresas industriais e agrícolas.
O próprio Gorbatchev fez uma análise bastante realista da situação do país e propôs reformas nos planos político e econômico. Essas propostas aparecem de forma cristalina no livro Perestroika — novas idéias para o meu país e mundo, um best-seller mundial:
O sucateamento das indústrias, na extinta União Soviética, era cada vez mais acentuado, aumentando uma defasagem em tecnologia de produtos em relação às potências capitalistas. Seus produtos eram piores, uma produtividade, menor.

Estava-se desenvolvendo uma situação absurda: a URSS, o maior produtor mundial de aço, matérias-primas, combustiveis e energia, apresentava escassez de tais recursos devido ao uso ineficiente ou ao desperdício. Apesar de ser um dos maiores produtores de grãos para alimentação, tinha de comprar milhões de toneladas por ano para fornagem. Possuímos o maior número de médicos e leitos hospitalares para cada 1000 habitantes, e, ao mesmo tempo, existem claras deficiências em nossos serviços de saúde. Nossos foguetes conseguem encontrar o cometa de Halley e atingir Vênus com uma precisão surpreendente, mas ao lado desses triunfos científicos às necessidades econômicas, e muitos dos eletrodomésticos na URSS apresentam uma qualidade sofrível.
Infelizmente, isso não é tudo iniciou-se uma gradual erosão de valores ideológicos e morais de nosso povo.
Ficou claro que a taxa de crescimento caía rapidamente e que todo o mecanismo de controle de qualidade não estava funcionando de forma adequada. Havia falta de receptividade com relação aos avanços científicos e tecnológicos, a melhoria do padrão de vida estava diminuindo e havia dificuldade no fornecimento de alimentos, bens de consumo e serviços.
(GORBACHEV, Mikhall, Perestroika - novas idéias para o meu país e o mundo. P 20)

Nesse livro, Gorbatchev, rompendo com o imobilismo da era Brejnev, propôs uma reestruturação (Perestroika, em russo) da economia soviética visando à superação de suas profundas contradições. Mas, para a implantação da Perestroika, para o seu sucesso, respondendo a pressões internas e externas, seriam necessárias reformas também no sistema político-administrativo.
Era preciso pôr fim à ditadura, desmontando o aparelho repressor erigido na era Stálin. Outra necessidade era frear a corrida armamentista. Gorbatchev sempre tomou a iniciativa para a assinatura de acordos de paz com os Estados Unidos, o que acabou lhe garantindo o Prêmio Nobel da Paz, em 1990. Independentemente de seus princípios éticos, ele necessita urgentemente desses acordos para ter as condições econômicas e políticas que sustentariam a implantação de suas reformas.
O primeiro passo foi a glasnost, que pode ser traduzida como uma nova fase de transparência política. Teve inicio, assim, uma abertura política na extinta União Soviética. Entretanto, a desmontagem do aparelho repressor foi como se um poderoso vulcão, há muito adormecido, entrasse em atividade. Forças nacionalistas imediatamente começaram a reivindicar autonomia em relação a Moscou. Durante toda a existência da União Soviética, as minorias oprimidas pelos russos, que eram de fato os senhores do país, foram controladas pelo uso da força bruta — repressão, tortura, assassinatos, etc, - e pelo controle ideológico — o partido único como encarnação da revolução socialista e do proletariado no poder. Assim, com o primeiro relaxamento nessa estrutura de dominação, brotaram vários movimentos separatistas. As repúblicas bálicas foram pioneiras, declarando unilateralmente sua independência. Em seguida, os ideais de liberdade espalharam-se pelo Cáucaso, Ásia Central e outras regiões do país, levando à completa fragmentação política da antiga superpotência.

O FIM DA SUPERPOTÉNCIA

Mikhail Gorbatchev, que já estava sendo fortemente pressionado pela crise econômica e pelos insucessos da Perestroika, teve de contemporizar as pressões dos separatistas. Tentando manter a coesão territorial do país, fez um acordo com as repúblicas, concedendo-lhes maior autonomia no âmbito de uma federação renovada. A idéia de Gorbatchev era de que a União Soviética caminhasse gradativamente para uma espécie de confederação. Porém, isso era inadmissível para os comunistas conservadores. Um dia antes da entrada em vigor do acordo firmado entre Gorbatchev e representantes das repúblicas, os comunistas ortodoxos, sob a liderança de Guenedi lanaev, deram um golpe de Estado. A tentativa golpista, que durou de 18 a 20 de agosto de 1991, fracassou por falta de apoio popular por divisões no PCUS e nas forças armadas pela resistência liderada por Bons Yeltsin, presidente da Rússia. Mas, aproveitando-se da crise política que acabou o país, do vazio de poder que se instaurou, os países bálticos proclamaram sua independência política. Era o início do desmembramento do país.
Após a fracassada tentativa de golpe, Míkhail Gorbatchev foi reconduzido ao poder com apoio de Bóris Yeltsin. No entanto, o poder central esvaziara-se. Uma a uma, as repúblicas proclamaram a sua independência política, enfraquecendo o poder central. Gorbatchev era então presidente de um aglomeramento de países, de uma ficção geopolítica, não mais que um Estado unificado e centralizado. Mas o golpe fatal veio em dezembro de 1991, quando a própria Rússia, sustentáculo da União Soviética, proclamou também a sua independência, sepultando de vez a outrora superpotência. Um encontro dos presidentes da Rússia, da Ucrânia, e de Belarus, em 9 de dezembro de 1991, em MinsK (Belarus), selou o fim da União Soviética. Como resultado do Acordo de Minsk, surgiu a Comunidade de Estados Independentes (CEI). Em 21 de dezembro de 1991, essa entidade foi instituída pelo Tratado de Alma-Ata (Casaquistão). Onze das antigas repúblicas soviéticas aderiram á CEI, em Alama-Ata. Em 1993, Geórgia também ingressou na CEI. Das antigas repúblicas soviéticas, apenas a Lituânia, a Letônia e a Estônia não entraram para essa entidade. Veja o mapa e compare-o com o da extinta União Soviética.

De União Soviética à Rússia: Ascensão e decadência da superpotência


O mundo atual é marcado por duas tendências simultâneas e antagônicas: globalização versus fragmentação, tendências centrípeta e centrífuga, respectivamente. Foi esta ultima que imperou na União Soviética, que já não existe mais desde o final de 1991. enquanto a maioria dos paises se globalizava, ou se esforçava para isso, a antiga super-potência se fragmentava territorial, política e economicamente, sucumbindo à crise e ao nacionalismo. Em dezembro de 1991, foi criada a Comunidade de Estados Independentes (CEI), composta pela maioria das ex-repúblicas soviéticas. Trata-se de um aglomerado de países que mantém laços econômicos, políticos e militares. É uma tentativa incipiente de acomodar os novos países independentes, mantendo relações de cooperação, embora sob a hegemonia da Rússia, que, na prática, substituiu a União Soviética no cenário internacional.
Para entender esse turbilhão de mudanças, é inevitável uma retrospectiva da história da antiga superpotência.

FORMAÇÃO TERRITORIAL

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ou simplesmente União Soviética, em sua expansão territorial, no pós-guerra, quando anexou os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) e passou a ser composta por 15 repúblicas, chegou a ocupar o território de 22,4 milhões de quilômetros quadrados (um sexto das terras emersas do planeta), englobando mais de uma centena de povos, que somavam aproximadamente 290 milhões de habitantes. Veja no mapa.


Esse enorme país foi, na verdade, o ultimo grande Império multinacional forjado por uma potencia européia. As origens mais remotas da União Soviética remontam ao século XV, quando o czar Ivan III expulsou os mongóis e unificou o país em torno da capital, Moscou. Surgiu então o Império Russo. No século XVI, o czar Ivan IV, o Terrível, conquistou uma parte da Sibéria, dando inicio ao grande processo expansionista russo.
Várias culturas diferentes e vários povos não-russos foram incorporados pelo expansionismo czarista na Europa Central, no Cáucaso, ma Ásia Central e na Sibéria. Mas a União Soviética estruturou-se meso a partir de 1922, como resultado da vitória dos bolcheviques na famosa Revolução de Outubro de 1917. sob a liderança de Vladimir Lênin, o ultimo dos czares, Nicolau II, foi deposto e iniciou-se um período de enormes transformações políticas, econômicas e culturais na velha Rússia.

TRANFORMAÇÕES POLÍTICAS E ECONÔMICAS

Politicamente, consolidou-se sob o governo de Josef Stalin (1924 – 1953) um regime de partido único extremamente centralizado e autoritário. A fortaleza de poder desse imenso país localizava-se no Kremlin, em Moscou. A ditadura czarista foi substituída não pela ditadura do proletariado, como pregava a utopia marxista-leninista, mas pela ditadura da burocracia do PCUS (Partido Comunista da União Soviética). Os burocratas predominantemente russos eram, os políticos que realmente controlavam o destino do país, particularmente os membros do politburo, de onde saía o dirigente máxima da União Soviética, o secretário-geral do PCUS.
A economia foi estatizada, ou seja, todos os meios de produção passaram a ser controlados pelo,Estado. Seu funcionamento era regido pelos planos qüinqüenais, elaborados pelo órgão de planejamento central, o Gosplan. Os planos definiam as principais metas as serem alcançadas pelos vários setores econômicos. Essas metas, no entanto, eram apenas quantitativas, ou seja, o conceito de produtividade da planificação soviética, não levava em conta a qualidade dos produtos, mas apenas sua quantidade.
Sob a economia estabilizada e planificada, a União Soviética foi alçada de uma posição secundária no cenário político e econômico do inicio deste século ao posto de segunda economia do planeta, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, posição  que ainda manteve durante longos anos. O país torno-se também uma superpotência nuclear e aeroespacial, rivalizado com os Estados Unidos durante o período da Guerra Fria. A verdade é que apesar dos gritos ideológicos contrários a essa evidência, a União Soviética cresceu aceleradamente, avançou de maneira significativa em termos tecnológicos e fortaleceu-se bastante econômica e militarmente, sob a economia estatizada e planificada. Então, durante muito tempo, esse tipo de sistema, do ponto de vista econômico, funcionou relativamente bem, conforme se pode constatar pelos dados a seguir.
Por que, então, a União Soviética enfrentou uma séria crise, que se agravou na década de 80 e acabou por levar Gorbatchev ao poder com um discurso e uma prática reformista?
A economia soviética funcionou relativamente bem no período em que o mudo ainda se guiava pelos padrões tecnológicos ditados pela Segunda Revolução Industrial. Enquanto a produção e, portanto, a tecnologia, os índices de produtividade e de competitividade tinham como referencial as indústrias nascidas ou aperfeiçoadas durante a Segunda Revolução Industrial, - industriais siderúrgicas, químicas, petrolífera, aeronáutica, naval, etc., - a União Soviética estava em pé de igualdade com os países capitalista desenvolvidos. Em alguns momentos, até esteve à frente, a exemplo de quando lançou, em 1957, o primeiro satélite artificial (Sputnik), ou quando colocou o primeiro cosmonauta em órbita da Terra (luri Gagarin), em 1961.
Até 1970, os planejamentos soviéticos priorizavam as indústrias de bens de produção, com o objetivo de propiciar autonomia ao país, além de investir na infra-estrutura necessária para sustentar o processo de industrialização. Indústrias como a siderúrgica, a petrolífera, a de máquinas e equipamentos tiveram um crescimento explosivo. Foram construídas barragens, ferrovias, redes de transmissão de energia, portos, aeroportos, etc. também a industria bélica foi priorizada, particularmente no terceiro plano qüinqüenal (1938 – 1944), quando o país entrou na guerra, estimulando, por razões, de segurança, o deslocamento industrial para o leste. Aproveitando-se assim, as reservas minerais e fósseis da Sibéria e da Ásia Central. Não podemos esquecer que, até a Segurança Guerra Mundial, a União Soviética era o único país socialista do mundo. O quarto plano qüinqüenal (1946 – 1950) foi direcionado para a recuperação da economia e para a reconstrução das fábricas e das obras de infra-estrutura destruídas pela guerra. Os planos seguintes continuaram enfatizando o setor industrial pesado e bélico, já no contexto da Guerra Fria. Tudo isso possibilitou um grande boom econômico.
O que mudou então, para explicar a crise que se abateu sobre o país já na década de 70, aprofundando-se de forma dramática na década de 80, período em que os países capitalistas desenvolvidos atingiram um novo patamar cientifico e tecnológico?

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


O SURGIMENTO DO CAPITALISMO E SEU PAPEL NA FORMAÇÃO DAS REGIÕES DO MUNDO CONTEMPORÂNEO

A Revolução Industrial modifica completamente a Geografia particularmente da Inglaterra , país que desencadeou todo esse processo. Pouco a pouco, a revolução Industrial ganha o continente europeu atingindo principalmente a França, a Holanda e a Bélgica.
Mas não é só a Geografia desses países que vai ser modificada. As repercussões da Revolução Industrial sobre os destinos dos diversos povos e regiões do mundo serão profundas.
Em primeiro lugar porque com o sistema fabril (a maquinofatura) aumenta enormemente a demanda de matérias-primas e estas vão ser buscadas nos mais diferentes recantos do mundo.

As repercussões da Revolução Industrial sobre os destinos dos diversos povos regiões do mundo serão profundas. O século XIX verá a Inglaterra tornar-se a “oficina do mundo” subordinado as diferentes regiões do mundo.

Em segundo lugar, porque com a expulsão dos trabalhadores do campo, e a ida deles às cidades, a agricultura dos paises que se industrializam começa a se dedicar, principalmente, ao cultivo de matérias-primas para as fábricas. Como os salários eram baixos e o nível de vida do proletário urbano era miserável, pouco empresários agrícolas se preocupavam em abastecer as cidades de alimentos.
Articulando com esses dois aspectos acima apontados, temos um terceiro que foi a aplicação da máquina a vapor, vão permitir interligar as diversas regiões no interior de cada país e integrar as mais longínquas regiões do mundo.
A América, principalmente colonizada por portugueses e espanhóis, viu o surgimento de uma série de países independentes.
A independência não foi acompanhada da abolição da escravatura, de uma reforma agrária, assim como não houve mudança nos objetivos da produção. Na verdade, esses paises se transformaram de colônias em semicolônias eu, como dizem os historiadores, tratá-se do neoliberalismo.

A Inglaterra estimulando o liberalismo, influenciou as lutas de libertação das colônias em relação às suas metrópoles. Porém estes novos países não levaram o processo de independência para o plano social e econômico.

A partir do século XIX, as regiões temperadas no Novo Mundo serão transformadas com a implantação da agricultura mercantil de exploração.

COLONIALISMO


A partir dos séculos XV e XVI as duas principais potências mercantis européias: Portugal e Espanha, iniciaram o processo de dominação de povos e regiões submetendo-se à condição de colônias. Por trás dessa iniciativa, estavam interesses da Burguesia Mercantil e da Aristocracia de obter artigos que pudessem ser comercializados na Europa, propiciando elevados lucros. Portanto, o colonialismo é filho do mercantilismo.

O colonialismo divide o mundo em metrópoles, de um lado e colônias de outro. É como se duas regiões diferentes começassem a se formar uma que manda, e outra que é submetida.

O objetivo dos comerciantes era obter produtos exóticos que os europeus não conseguiam produzir, como o ouro e a prata. É muito importante salientar o relativo desinteresse dos colonizadores europeus pelas regiões de clima temperado como o Canadá, o norte dos Estados Unidos, a Argentina, o Uruguai, o Chile, o Sul do Brasil, a Austrália e a Nova Zelândia.
Se estivessem bem atentos, veremos que o fato de não terem sido colonizadas com base na monocultura, latifúndio e escravidão, nos séculos XVI e XVII, marcou a vida desses povos diferenciando-os daqueles que sofrem colonização da exploração.

Formação das Regiões do Mundo Contemporâneo

Não se podem compreender as diversas regiões do mundo contemporâneo sem levar em consideração a Expansão Mercantil Européia a partir dos séculos XV e XVI e o colonialismo.

A expansão mercantil européia impôs as diversas regiões do mundo, um violento processo de transformação.

Até essa época, as diversas regiões do mundo mantinham uma relativa autonomia. Os traços culturais de cada região eram muito próprios, o que implicava diversas formas de encarar o mundo, e de os homens e mulheres se relacionarem entre si e com a natureza. Claro que havia troca de influencias culturais, entre os povos. No entanto, as características de cada região, de cada povo, eram muito próprias. Isso não só entre os continentes, mas também no interior deles as diferenças regionais eram muito acentuadas.

OS PRECONCEITOS

Não devemos esquecer que esse processo de expansão desses povos se deu também através da dominação cultural. Os europeus desenvolveram uma serie de preconceitos a respeito dos povos nativos da América, Ásia e África. Para os europeus colonizadores, os nativos eram “indolentes e preguiçosos”, não gostando de trabalhar. Não levavam em consideração que cada povo cria seus próprios valores culturais e é deles que vive e trabalha.
A colonização de diversos povos e regiões do mundo, foi da burguesia mercantil aliada à aristocracia, com o objetivo de obter riquezas que pudessem ser comercializadas.

Aliás, esse termo – primitivo – sugere que esses povos se encontravam num estágio primeiro, de uma escala gradual de desenvolvimento. Assim, os povos nativos eram vistos sendo um estágio inferior do desenvolvimento, na qual os europeus se encontravam no estágio mais avançado. Esse tipo de pensamento sugere que todos os povos passam pelos mesmos estágios de desenvolvimento. Assim, os povos nativos sendo um estágio inferior de desenvolvimento. Com esse tipo de raciocínio, os europeus se davam o direito de colonizar os povos que consideram primitivos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

País gastará R$ 10 bi/ano para cumprir meta ambiental

TATIANA FREITAS - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Brasil deve gastar pelo menos R$ 10 bilhões por ano, nos próximos 10 anos, para cumprir a meta de redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa levada à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, iniciada hoje em Copenhague, na Dinamarca. A estimativa é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Na conferência, o Brasil vai propor reduzir de 36% a 39% a emissão desses gases até 2020. "Posso dizer que nós não teremos gastos inferiores a R$ 10 bilhões por ano, em uma década, o que significa R$ 100 bilhões", afirmou.



Segundo Minc, todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal) arcarão com esses custos, assim como a iniciativa privada, que receberá incentivos para adoção de práticas sustentáveis. Entre as fontes de recursos que poderão ser utilizadas pelo governo federal para alcançar essa meta, Minc citou o Fundo para Mudanças Climáticas, que receberá royalties do petróleo, e doações, como o Fundo da Amazônia. "Só o Fundo de Mudanças Climáticas terá R$ 1 bilhão por ano e o Fundo da Amazônia recebeu US$ 1 bilhão da Noruega", lembrou.



Minc, que embarca para Copenhague no final desta semana, afirmou durante evento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em São Paulo, que a conferência sobre o clima "não será um fracasso". "Copenhague seguramente vai sair com um acordo assinado, mas nesse acordo nem todas as questões serão resolvidas. Não temos ilusões a respeito", disse.



Na avaliação do ministro, o fato de o Brasil decidir apresentar uma proposta ousada no encontro teve papel decisivo na adoção de metas por outros países emergentes nas últimas semanas. "Outros países que estavam relutando, como a Indonésia, Coreia, China, Índia e, ontem, a África do Sul, apresentaram metas que são diferentes, têm critérios diferentes. Mas isso o que foi colocado em cima da mesa não vai ser tirado. Mesmo que não se chegue a um acordo sobre tudo, e não vai se chegar a um acordo sobre tudo em Copenhague, uma base sólida será feita. E aquilo que nesse último mês os países colocaram em cima da mesa já está. Nada vai ser tirado."



Incentivos



Para ajudar o País na redução da emissão de gases poluentes, Minc disse que o Ministério da Fazenda deve anunciar, em breve, novos incentivos tributários a quem privilegia o meio ambiente na produção, como aconteceu com o "IPI verde" para carros. Entre os produtos que devem ser desonerados, o ministro citou materiais reciclados, como vidros e plásticos, carros elétricos e equipamentos solar e eólico.



"O ministro (Guido) Mantega é completamente favorável a essa ideia. Aguardem para breve a desoneração de produtos reciclados, como plástico, vidro. A Fazenda já estuda como fazer isso", disse Minc. "A questão ambiental e climática vai avançar quando ela entrar dentro do mecanismo econômico e financeiro da economia real, e não apenas das nossas belas intenções e utopias", completou.

No primeiro dia da conferência em Copenhague, Lula afirma que meta do Brasil para clima levou a anúncio de EUA e China

RIO - No dia em que começam os debates da conferência sobre o clima em Copenhague, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está em situação confortável para discutir o tema das mudanças climáticas, uma vez que só depois que o governo brasileiro anunciou sua meta, Estados Unidos e China apresentaram seus números.

Em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente" desta segunda-feira, Lula previu que os países participantes do evento organizado pelas Nações Unidas vão entrar em acordo em torno de uma proposta global para diminuir as emissões de gases do efeito estufa. Ele também voltou a defender investimento para que os países pobres possam se desenvolver.

" É preciso ter financiamento para que a gente ajude os países pobres a terem um desenvolvimento sustentável, mas sólido "

- Não achamos que, até chegar Copenhague, os países vão se colocar de acordo, porque é preciso ter um número para diminuir as emissões, é preciso que tenha financiamento para o sequestro de carbono, e, sobretudo, é preciso ter financiamento para que a gente ajude os países pobres a terem um desenvolvimento sustentável, mas sólido - disse Lula no programa.

Delegados de 190 nações chegaram a Copenhague neste final de semana para a cúpula sobre mudança climática da ONU, que começa nesta segunda-feira e busca um novo acordo global em substituição ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

A presença de chefes de Estado está prevista para os dias 17 e 18 de dezembro com o objetivo de dar envergadura política para um acordo. Lula tem afirmado que comparecerá, assim como o presidente dos EUA, Barack Obama, o premiê chinês Wen Jiabao e seu colega indiano Manmohan Singh.

No discurso de abertura, o primeiro ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen afirmou que o momento é "uma oportunidade que o mundo não pode perder". Rasmussen disse que, nas próximas duas semanas, Copenhague não abrigará somente a conferência, mas também a esperança de milhões de pessoas em todo o mundo.

A reunião está prevista para durar duas semana, e a ideia é que se chegue a um acordo até o dia 18 de dezembro. Mais de 15 mil pessoas devem passar pelo Bella Center. Cerca de cem líderes internacionais já confirmaram presença para os últimos dias do encontro, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarcozy, e outros das maiores potências mundiais.

No domingo, o secretário-geral da convenção da ONU para o clima, Yvo de Boer, disse à agência de notícias BBC que o encontro marca uma "virada" nos debates sobre o tema, dizendo estar mais otimista do que nunca por causa do número "sem precedentes" de propostas de países.

Fonte: O Globo.

No 1 dia de Copenhague, EUA agem para limitar CO2

Por Timothy Gardner e Richard Cowan

WASHINGTON/COPENHAGUE (Reuters) - Os Estados Unidos deram na segunda-feira um importante passo no sentido de restringir suas emissões de gases-estufa, impulsionando as discussões na conferência climática da ONU que começou no mesmo dia em Copenhague.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA declarou oficialmente que os gases do efeito estufa ameaçam a saúde humana, o que abre caminho para que suas emissões sejam regulamentadas pelo Executivo sem depender de um projeto de lei que está parado no Senado.

A medida foi bem recebida pelos participantes do evento de Copenhague, que vai até o dia 18 e no qual cerca de 15 mil delegados tentam definir as diretrizes para um novo tratado climático global.

"Isso é muito significativo no sentido de que, se o Senado não adotar a legislação, o governo terá autoridade para regulamentar", disse à Reuters o chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, Yvo de Boer.

A Casa Branca disse que o presidente Barack Obama ainda prefere que a regulamentação parta do Congresso, e não do Executivo.

Segundo maior emissor global de gases do efeito estufa - atrás apenas da China -, os EUA são o único país industrializado que não aderiu ao atual Protocolo de Kyoto, que exige uma primeira redução das emissões por parte dos países ricos até 2012.

A conferência de Copenhague começou com um sombrio alerta da ONU sobre os riscos do aquecimento global, e com uma previsão otimista do primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, de que um novo acordo climático está "ao alcance das mãos".

Ele disse que 110 líderes mundiais, inclusive Obama, participarão de uma cúpula de encerramento, e que presenças tão ilustres significam "uma oportunidade que o mundo não pode perder".

Nos últimos meses as negociações preliminares para a conferência emperraram devido a discordâncias entre países ricos e pobres sobre a amplitude das reduções das emissões nas nações industrializadas, e sobre a verba a ser cedida para ajudar as nações em desenvolvimento a se adaptarem à mudança climática e reduzirem as suas próprias emissões.

Obama quer que os EUA reduzam suas emissões em 3 por cento até 2020, em relação aos níveis de 1990, e que aprofunde ainda mais esses cortes nas décadas seguintes. Muitos países em desenvolvimento cobram reduções bem maiores dos EUA até 2020.

"O MUNDO ESTÁ ASSISTINDO"

O deputado Edward Markey, um dos autores do projeto de limitação das emissões já aprovado na Câmara dos EUA, disse que "o presidente Obama e o Congresso dos Estados Unidos podem agora viajar a Copenhague armados da credibilidade regulatória e de metas de redução de emissões".

"O mundo está assistindo, e os EUA estão agindo", acrescentou.

Cientistas e políticos querem que os delegados definam ações imediatas para conter as emissões e liberar bilhões de dólares em ajuda e tecnologia para os países pobres.

Rajendra Pachauri, chefe da comissão científica da ONU para questões climáticas, disse que a falta de ações imediatas pode causar efeitos como ciclones, ondas de calor, inundações, secas e possivelmente a perda da capa de gelo da Groenlândia, o que elevaria o nível do mar em 7 metros nos próximos séculos.

"A evidência agora é preponderante de que o mundo irá se beneficiar enormemente de uma ação rápida", afirmou ele.

A União Europeia prometeu intensificar sua proposta de redução das emissões se os EUA arcarem com maiores custos nas emissões dos países pobres, especialmente no que diz respeito a controle do desmatamento.

Os países em desenvolvimento, inclusive os pequenos Estados insulares que são mais vulneráveis à elevação do nível dos mares, exigiram mais medidas.

"Até agora não vimos qualquer liderança real (dos países ricos)", disse o sudanês Ibrahim Mirghani Ibrahim, em nome do G77 (bloco de países em desenvolvimento, ao qual a China se junta em questões climáticas).

Em nome dos pequenos Estados insulares, Dessima Williams, de Granada, afirmou que o grupo "não aceitará soluções feitas para a TV". "Estamos aqui para nos salvar de nos queimar e nos afogar", disse.

O embaixador da China para questões climáticas, Yu Qingtai, disse à Reuters que "as partes ainda estão muito separadas, especialmente a respeito de algumas questões substanciais e críticas".

China, Brasil, África do Sul e Índia - nações emergentes que, juntas, respondem por 30 por cento das emissões globais de carbono - querem que o novo tratado climático global seja concluído até junho de 2010, segundo um documento preliminar ao qual a Reuters teve acesso.

Alguns outros governos defendem um prazo até o final de 2010.

Fora da conferência, os delegados passam em frente a uma escultura de gelo mostrando uma sereia, o símbolo de Copenhague, que vai derretendo lentamente, como forma de chamar a atenção para o problema. A figura alude à "Pequena Sereia" do conto infantil dinamarquês.

Fonte: O Globo.

Trabalho para o Primeiro, Segundo e Terceiro Ano - INSA

Caros alunos. O trabalho tão esperado é o seguinte: Você dever fazer uma pesquisa sobre o que está sendo discutido na reunião sobre o meio ambiente realizada em Copenhague. Apresente a partir de sua pesquisa os posicionamentos do Brasil, China, EUA, Europa e Japão.
Lembre-se que essa reunião está acontecendo agora. Logo, sua fonte pode ser tanto a NET como também pode ser a TV.
A entrega deve ser feita na Quinta Feira à tarde. 17:00 horas na EScola.
Você pode mandar seu trabalho por e-mail: angelogoessp@hotmail.com
Para os alunos do Terceiro Ano: Além da pesquisa acima, deverão também responder a seguinte pergunta: Como a Amazônia pode contribuir para a diminuição do aquecimento global.

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