domingo, 5 de setembro de 2010

Caxemira

Trata-se de um conflito étnico de longa data, que se acirrou com o fim do domínio britânico sobre a região. Com a saída das tropas britânicas, veio à tona o conflito entre hindus e muçulmanos. De um conflito local passou a conflito internacional, envolvendo inicialmente os novos países formados com a independência, Índia e Paquistão, e mais tarde a China.
A divisão territorial herdada do imperialismo britânico não satisfez às aspirações do Paquistão, já que a Caxemira, de maioria muçulmana, ficou sob domínio da Índia. Já ocorreram três grandes conflitos entre a Índia e o Paquistão. A primeira guerra indo-paquistanesa, ocorreu em 1948 e terminou com a ONU dividindo a região em duas partes: um terço para o Paquistão, o território de Azad Caxemira, e dois terços para a Índia, o território de Jammu-Caxemira (único Estado indiano de maioria islâmica).
O território de Caxemira está situado na confluência das fronteiras do Paquistão, China e da Índia, sendo ocupado por mais de 9 milhões de pessoas, a maioria muçulmana, que não aceita a dominação indiana.
Em agosto de 1965 ocorreu a segunda guerra indo-paquistanesa, na região de Caxemira, motivada por hostilidades religiosas. Desta vez a mediação foi feita pelos soviéticos, e os dois Estados concordaram em retornar aos limites territoriais anteriores. Em 1971 ocorreu a terceira guerra indo-paquistanesa, quando a porção oriental do Paquistão tornou-se independente e deu origem a Bangladesh. A Índia acabou intervindo e a região de Caxemira foi a que teve conflitos mais violentos.
As tensões continuaram a crescer, em especial após os testes nucleares indianos, seguidos pelos do Paquistão.
Os movimentos separatistas de Caxemira ampliam a sua ação, atacando alvos indianos fora da região, como o atentado suicida contra o Parlamento indiano em dezembro de 2001. Esses movimentos, no entanto, não têm posição unânime quanto ao futuro da região, pois alguns defendem a sua completa independência, enquanto outros propõem anexá-la ao Paquistão.

Conflitos no Cáucaso

No sudeste da Europa, encontram-se as montanhas do Cáucaso, que servem de fronteira com a Ásia. A região fazia parte da URSS, mas a dissolução do país, em 1991, deu origem a três novos Estados: Armênia, Azerbaijão e Geórgia. Também faz parte da região uma série de pequenas unidades políticas da Rússia, que reivindicam a sua soberania. Vejamos os principais conflitos étnicos da região:

Ossétia do Sul
com uma área de apenas 3.900 km2, éssa região já fazia parte da Geórgia quando da sua independência em 1991. Alí surgiu um movimento separatista, de base étnica, já que sua população é, predominante, de origem persa.
Cerca de 70 mil pessoas vivem na Ossétia e sua tentativa de independência revela o lado irracional do separatismo, que fragmenta Estados criando novas unidades políticas com espaços geográficos insuficientes para manter sua população em padrões sócio-econômicos mínimos.
A província declarou a sua independência, não reconhecida por nenhum Estado ou organização internacional, em novembro de 1991. O governo rebelde, que tem apóio russo (a Ossétia do Sul usa a moeda da Rússia, país com que realiza quase todas as suas transações comerciais), desencadeou uma guerra civil que matou centenas de pessoas. Um cessar-fogo foi assinado, mas a violência continuou, especialmente após a eleição do novo presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, em 2004, que pretende reunificar o país. Em novembro de 2006 a Ossétia do Sul realizou um plebiscito que teve 99% do SIM para a confirmação da independência da província.

Abkházia
província da porção ocidental da Geórgia, de 8.432 km², com população predominantemente muçulmana. Declarou independência em 1992, não reconhecida internacionalmente, mas recebe apoio da Rússia. O conflito militar alongou-se até o acordo de cessar-fogo de 1994, monitorado pela União Européia e Rússia. Depois disso alguns milhares de abkazides saíram da Geórgia em direção à província, declarando-se refugiados políticos. A questão étnica local ameaça tornar-se internacional com a entrada da Geórgia na OTAN, em 2004, e a conseqüente aproximação com o Ocidente, em oposição à Rússia.
Com uma população estimada em aproximadamente 180 mil habitantes, a região tem a economia baseada na agricultura, dificultada pelo relevo montanhoso.
A partir de 2000 a Rússia passou a ter uma política de apoio aberto à região, dando ajuda financeira, militar e técnica. Até junho de 2007, 80% dos cidadãos da região já havia recebido a cidadania russa. Na tentativa de reverter a situação, em maio de 2008 o presidente da Geórgia ofereceu a Abkházia o status político de unidade autônoma, a representação no governo central, incluindo a vice-presidência da república, e a criação de uma zona franca na região. A proposta foi rejeitada pelo governo local, criando um estado de tensão.

Chechênia:
pequena república russa, da região do Causaco. Faz fronteira com as repúblicas russas do Daguestão e Inguchétia, além da Geórgia. A maioria da população, de cerca de 800 mil pessoas, é muçulmana sunita. A região é rica em minérios e petróleo, situando-se entre os mares Negro e Cáspio, zona estratégica russa. O conflito entre essa minoria étnica e as forças centrais de Moscou causou cerca de 200 mil mortes até o início de 2008.
A Chechênia está em uma região estratégica, já que é atravessada por dutos russos que transportam petróleo para a Europa.
Em 1991 os rebeldes chechenos declararam sua independência da Rússia, formaram um parlamento local e proclamaram a República Ichkéria da Chechênia, não reconhecida por nenhum país. As emboscadas e os ataques camicases contra as tropas russas cresceram e foram respondidos com pesados bombardeios aéreos e com a colocação da Chechênia sob administração direta do Presidência da Federação Russa.
Em 1997, quando as tropas russas saíram da república os chechenos elegeram um presidente, que assinou um acordo de paz com a Rússia, adiando a decisão sobre o status político da Chechênia para 2002.
Desde então os rebeldes chechenos passaram a atacar mais alvos dentro da Rússia, com diversos atentados suicidas a bomba, sendo os de maior repercussão internacional o ataque a um teatro de Moscou, em 2002, quando foram feitos cerca de 800 reféns, e a invasão, em setembro de 2004, de uma escola em Beslan, república da Ossétia do Norte, onde foram aprisionados, torturados e mortos os reféns (crianças, pais e professores).
 

Questão Iugoslava

O termo Iugoslávia significa "terra dos eslavos do Sul". Ele foi usado em vários momentos históricos, em diferentes conjunturas geopolíticas:
 A partir de 1918, começou a ser usado para designar o Reino da Iugoslávia, surgido com o fim dos Impérios Otomano e Austro-Húngaro;
 A partir de 1929, foi usado para designar o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos;
 A partir de 1946, foi criada a República Socialista Federativa da Iugoslávia. No final de 1991, quatro (Eslovénia, Croácia, Macedónia e Bósnia e Herzegovina) de suas seis repúblicas abandonaram a federação e declararam a independência.
 Forma-se então a República Federal da Iugoslávia, composta pelas repúblicas restantes, Sérvia e Montenegro. Em 2003, o nome Iugoslávia foi abolido, formando-se a República da Sérvia e a República de Montenegro.
Em 1991 declaram independência República da Macedônia, a República da Eslovênia e República da Croácia. Em 1992 com a independência da República da Bósnia Herzegovina, eclode uma a guerra civil que deixou 200 mil mortos. Após a interferência da ONU e da OTAN foi assinado o Tratado de Dayton (1995), dando origem à Confederação da Bósnia e Herzegovina. A República de Montenegro declarou a sua independência em maio de 2006 e o Kosovo separou-se da Sérvia em fevereiro de 2008, após 9 anos de administração da ONU.O caso da Iugoslávia é considerado o melhor exemplo do poder que os conflitos étnicos têm para fragmentar Estados. O país tinha uma das maiores diversidades étnicas da Europa, com sérvios, croatas, eslovenos, montenegrinos, albaneses e macedônicos (dentre outros pequenos grupos).A região adotou o federalismo como forma de contornar as divergências étnicas e os nacionalismos. Durante o governo socialista de Tito (1945-1980) o centralismo manteve a união. Após a sua morte foi instituída uma federação, com um colegiado de presidência rotativa. O fracasso desse governo reacendeu as antigas divergências tribais, muitas delas incentivadas pelas grandes potências imperiais que ocuparam a região no passado (Império Austro-Húngaro, Império Russo e Império Otomano), levando à secessão e à guerras.
SECESSÃO E CRIMES DE GUERRASlobodan Milosevic (20/08/1941 – 11/03/2006) foi presidente da Sérvia e da República Federal da Iugoslávia. Foi eleito em 1989 para a rresidência da República Iugoslava da Sérvia.Em abril de 1992, a Bósnia-Herzegovina declarou sua independência, o que gera um conflito étnico com os sérvios, minoria na região. Milošević invade a Bósnia e a guerra civil se estende por três anos. O exército sérvio massacra civis e comete atrocidades, classificadas como as mais sangrentas desde a Segunda Guerra.Terminado o conflito a maioria albanesa da província de Kosovo inicia sua secessão para separar-se da Sérvia, atacando a população sérvia local, como estupros e chacinas. Milicias sérvias, com o apoio de Milošević, reagem e desencadeiam outro ocnflito de grandes proporções. A OTAN e os Estados Unidos, em 1999, bombardeam o país, inclusive a capital, Belgrado, causando a morte de milhares de civis.Em 2001, o Tribunal Penal Internacional (Haia) solicitou a detenção de Milošević, que preso é transferido para Haia, onde passa a ser julgado por crimes, incluindo genocídio cometido na Bósnia-Herzegovina, na Croácia e no Kosovo durante a década de 1990.Durante o julgamento, é encontrado morto na cela, na manhã de 11 de março de 2006.Encontre este texto no seguinte endereço: http://geografiaaovivo.blogspot.com/2008/06/conflitos-tnicos-na-atualidade-1.html

Questão Irlandesa

No Reino Unido vivem diversos povos, de diferentes etnias, com particularidades lingüísticas e culturais. Destacam-se os escoceses, galeses e irlandeses, que reivindicam autonomia em diferentes graus. Vamos analisar o caso irlandês.
A ilha da Irlanda, a segunda maior do arquipélago britânico, está sob domínio da Inglaterra desde o século XVI e foi integrada ao Reino Unido no começo do século XIX. As lutas pela independência da ilha intensificaram-se no começo do século XX, culminando com a constituição do Estado Livre da Irlanda, em 1922.
O Ulster ou Irlanda do Norte tem 22 mil km2, o que equivale a 25% das terras da ilha da Irlanda. Sua população é de cerca de 2 milhões de pessoas.

Esse Estado inicial deu origem à atual República da Irlanda (Eire, em irlandês), sendo formado pelos condados (unidades administrativas, semelhantes aos estados brasileiros) situados na porção central e sul da ilha, nos quais a maioria da população era de católicos. A porção norte da ilha, o Ulster, formada pelos condados de maioria protestante, permaneceu vinculada ao Reino Unido.
Essa situação resultou em um descontentamento para a população que defendia a reunificação da Irlanda (posição defendida pelos católicos), já que se sente discriminada política e economicamente pelos protestantes (apoiada pelo Reino Unido).
No Ulster, a divergência de posições entre a maioria protestante e a minoria católica acabou determinando a eclosão de uma série de conflitos, que se agravaram no final dos anos de 1960, devido às reivindicações dos católicos por maiores direitos civis, reprimidas com violência pela maioria protestante, com o apoio do governo inglês.
Desde a década de 1970, o IRA (Exército Republicano Irlandês - Irish Republican Army), braço armado da minoria católica, entra em choque com as forças militares britânicas e com os protestantes, apoiados em suas milícias armadas. O uso de ataques terroristas na região, e em outras cidades do Reino Unido, tornou-se assim comum. Desde sua fundação, o IRA foi responsabilizado por quase 4 mil mortes.
A década de 1990 foi marcada pelo avanço das negociações, visando um acordo de paz, que culminou com o cessar-fogo de 1997 e com a assinatura de um acordo de paz em 1998. Durante o processo de paz, o IRA realizou três desarmamentos, supervisionados pela Comissão Internacional Independente de Desarmamento.
Em julho de 2005, o IRA anunciou o fim da luta armada e a entrega de armas, completada em etembro do mesmo ano. Isso abriu espaço para a criação de um governo autônoma no Ulster, empossado em maio de 2007, tendo como primeiro-ministro o reverendo protestante Ian Paisley, líder do Partido Democrático Unionista (DUP), e como vice-primeiro-ministro o líder católico, Martin McGuinness, do Sinn Fein. Trata-se, portanto, de um exemplo de divisão de poder para aplacar conflitos.
Texto encontrado no seguinte endereço: http://geografiaaovivo.blogspot.com/2008/06/conflitos-tnicos-na-atualidade-1.html

Conflito Basco!

BASCOS
O povo basco, cuja língua e cultura tem origem obscura, mantém sua identidade apesar dos séculos de dominação espanhola e francesa. Na atualidade eles formam uma população de mais de 2 milhões de pessoas.
A população basca vive em quatro províncias espanholas e três francesas. Cerca de 30% dessa população fala o basco ou vasconço, língua completamente diferente das demais línguas européias, que funciona como fator de unidade e identidade do povo basco.

Os governos espanhol e francês tentaram algumas vezes suprimir a identidade cultural e lingüistica basca. O ápice desse processo ocorreu na Espanha, durante a ditadura franquista (Francisco Franco, governou de 1939–1973), quando o uso da língua, das cores e dos símbolos nacionais chegaram a ser proibidos.
Na Espanha, a luta dos bascos pela independência começou no século XIX e se intensificou no século XX, especialmente a partir de 1959, quando se formou a organização de maior projeção na luta pela autodeterminação, a ETA (Euzkadi ta Askatasuna — Pátria Basca e Liberdade).
A ETA é responsabilizada por mais de 1000 mortes, desde quando começou a usar a violência para tentar a independência do país Basco. Em 1978, com a nova Constituição espanhola, o País Basco conseguiu grande autonomia. Parte do ETA, porém, manteve-se irredutível, continuando a reivindicar a independência total da região.
Vários acordos de cessar-fogo foram realizados, quase sempre encerrados com atentados terroristas, como a explosão de um carro-bomba no aeroporto de Barajas (Madrid, dezembro 2006), que encerrou um cessar-fogo de apenas 8 meses.

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Conflitos étnicos na África

ÁFRICA
Quando começaram as grandes navegações do século XV, havia na África mais de 8 mil povos, organizados em tribos e alguns impérios. Ao longo de cinco séculos, os europeus desarticularam essas pequenas nações tribais e organizaram territórios coloniais segundo os seus interesses. Esse fenômeno é visto, sob a ótica do colonizador, como um processo de partilha. O que ocorreu de fato foi um violento processo de unificação, pois os milhares de povos e territórios existentes foram confinados aos atuais 51 Estados-nação, com as fronteiras impostas pelos europeus.
O desenho das fronteiras modernas da África pelos colonizadores gerou duas situações opostas: alguns povos foram divididos, passando a viver em Estados diferentes, enquanto dezenas de outros foram obrigados a viver juntos, em um mesmo Estado. Isso explica, em grande parte, os crescentes conflitos étnicos e tribais que ocorrem no continente.

Acabada a Segunda Guerra Mundial, após quase quinhentos anos de expansão, o colonialismo e o imperialismo europeu entraram em crise, já que os países do continente estavam arrasados. Dentro desse contexto teve início a Guerra Fria, marcada pela ascensão de duas superpotências antagônicas: Estados Unidos (capitalista) e União Soviética (socialista).
Com o enfraquecimento das Metrópoles européias, desenvolveu-se na África um nacionalismo caracterizado pelo antiimperialismo e pela busca de soberania política e econômica. Esse nacionalismo viria a ser a base dos processos de independência do período: somente entre 1950 e 1980 surgiram mais de 45 novas nações na África.
Esse fato, entretanto, não trouxe paz para o continente, pois as fronteiras impostas pelos europeus, raramente modificadas com as independências, contribuíam para a eclosão de conflitos no continente, a maior parte deles relacionados a diferenças étnicas.
Com as independências, muitos dos novos Estados tentaram manter sua coesão territorial por meio da federalização, onde cada etnia pudesse estar representada no governo central. Mas, a grande diversidade de povos e as lutas pelo poder acabaram marginalizando muitas etnias, o que originou novos conflitos.
Durante o processo de independência política das nações africanas foi criada a OUA (Organização da Unidade Africana), fundada em 1963. Os Estados-membros se comprometeram com os seguintes princípios: respeitar as fronteiras herdadas dos colonizadores; respeitar a soberania dos Estados; não intervir nos assuntos internos dos Estados-membros. Isso, no entanto, não impediu os conflitos, dentre os quais destacaremos dois:
 Guerra de Biafra: ocorrida na Nigéria, é considerada como o primeiro grande conflito étnico africano do pós-colonização. Nela se opuseram os iorubas e os ibos. Em 1967, o governo ioruba retirou os campos de petróleo da região de Biafra do controle ibo, o que levou o chefe local a declarar a região independente. O novo país, Biafra, recebeu apoio de grandes empresas estrangeiras que desejavam explorar seu petróleo. Previa-se o fim da guerra em semanas, mas ela se alongou por mais de dois anos, só se encerrando em 1970 com um saldo de 2 milhões de mortos.
Ruanda e Burundi: a minoria tutsi, formada por pastores, dominava a maioria hutu, de agricultores. No fim da Primeira Guerra Mundial, quando a região ficou sob mandato belga, a maioria hutu passou a participar do poder. Perseguidos, os tutsis passaram a refugiar-se nos países vizinhos. Em 1990, com a volta dos tutsis vindos do Burundi, teve início a guerra civil em Ruanda. Em 1991, eles criaram a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) que passou a controlar a parte nordeste do país e tentou, sem sucesso, negociações para formar um novo governo. Em 1994, a França enviou tropas e invadiu o país pelo oeste. A FRP ocupou a capital e lançou a ofensiva final em julho de 1994. No final desse ano mais de 2 milhões de pessoas já haviam fugido do país e cerca de 1 milhão havia sido morta.

A OUA não conseguiu manter seus princípios, sendo os dois conflitos acima apenas um exemplo pálido da dimensão dos problemas étnicos e políticos da África. O não-pagamento das contribuições dos Estados para a organização levaram-na ao fracasso.
Diante dessa situação, em julho de 2001 foi criada uma nova organização, a União Africana, inspirada na União Européia. Na ata de constituição da organização foi previsto que ela poderia intervir nos Estados-membros em três casos: prevenção ou pacificação de conflitos; crimes de guerra; e prática de genocídio. Isso também não tem impedido que os conflitos étnicos e as guerras entre nações continuem a acontecer.
Dentre os conflitos étnicos atuais destaca-se o que vem ocorrendo no Sudão, na região de Darfur. O Sudão é o maior país da África, com cerca de 2,5 milhões de km2. Obteve sua independência plena do Reino Unido em 1956 e desde então tem estado em guerra civil. Dois momentos mais intensos desse conflito são denominados de primeira guerra civil (1955-1972) e de segunda guerra civil (1983-2005).
Nessa última morreram cerca de 2 milhões de pessoas e mais de 4 milhões se refugiaram em países vizinhos. Ela foi marcada pela crescimento da milícia armada Janjaweed (demônios sobre cavalos), de origem árabe formada pela etnia baggara, nômades da região, seguidores do islamismo, que tinham como objetivo a eliminação dos grupos rebeldes, não-árabes, do sul do país. Para tanto, recebiam financiamento do governo.
A região de Darfur situa-se no oeste do Sudão, com cerca de 350 mil km2, sendo ocupada por cerca de 5 milhões de pessoas, onde predominam as etnias fur (de onde surge o nome Darfur – terra dos fur), masalit e zaghawa. 
Em fevereiro de 2003 teve início o que vem sendo chamada de terceira guerra civil, quando grupos rebeldes de Darfur atacaram postos do governo região, como forma de protesto pelo descaso do governo, predominantemente árabe islâmico, para com as populações dessee território.
O governo ampliou o apoio as milícias islâmicas, dando início ao que foi classificado como uma limpeza étnica, com destruições de povoados, assassinatos de mulheres e crianças, destruição de plantações e confisco de colheitas, provocando uma onda de fome.
Várias propostas de intervenção internacional, feitas na ONU, não foram aprovadas por veto da China, maior parceira comercial do governo sudanês. No entanto, quando os combates se intensificaram na metade do ano de 2006, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1706 e enviou uma força de paz, composta de 20 mil soldados, para apoiar as tropas da União Africana.
Segundo cálculos da ONU, até setembro de 2007 já haviam morrido na região de Darfur mais de 500 mil pessoas e 2 milhões haviam se refugiado nos países vizinhos.
Texto extraído do seguinte endereço: 
http://geografiaaovivo.blogspot.com/2008/06/conflitos-tnicos-na-atualidade-1.html 

Questão Basca! ETA deixa as armas!

O grupo separatista basco ETA decidiu parar os ataques armados por tempo indeterminado. O comunicado foi publicado no jornal basco “Gara” em sua versão on-line neste domingo (5).
Segundo o jornal, não está claro se o cessar-fogo é permanente ou temporário.
De acordo com o diário espanhol "El País", um vídeo enviado pelo grupo à britânica BBC anuncia que o grupo "não realizará mais ações armadas". No vídeo, integrantes do ETA dizem que o grupo tomou a decisão há meses para "pôr em marcha um processo democrático".
O governo espanhol ainda não comentou o anúncio.
"O ETA reafirma seu compromisso com uma solução democrática para que, através do diálogo e na negociação, os cidadãos vascos possamos decidir nosso futuro de forma livre e democrática. Se o governo da Espanha tem vontade, o ETA está disposto, hoje como ontem, a estabelecer os mínimos acordos necessários para empreender o processo democrático", diz o comunicado.
Antes de o grupo basco tornar pública a decisão, afirma o "El País", o governo já havia anunciado que a única forma de negociar com o ETA era com a deposição das armas e o abandono definitivo de ações violentas.
Responsável por cerca de 850 mortes em quatro décadas de luta pela criação de um Estado Basco, numa região situada a norte da Espanha e sul da França, a organização vem sendo enfraquecida pela prisão de muitos de seus líderes nos últimos anos.
O principal líder do grupo e outras duas liderenças importantes foram presos em fevereiro no norte da França. O ETA já havia declarado um cessar-fogo permanente em março de 2006, mas o primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero interrompeu o processo de paz no mesmo ano após o grupo detonar um carro-bomba no aeroporto de Madri, matando duas pessoas.
*(Com informações da Reuters)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Atenção Alunos do Primeiro Ano!

Trabalho A - Escolher uma charge que tenha relação com o assunto de população e explicar o que a mensagem da charge e a relação com o assunto em questão! Pode ser também uma tirinha.
Trabalho B - Fazer duas pirâmides etárias: Uma de um país rico e outra de um país pobre. Explicar com detalhes cada parte constituinte da pirâmide de idades(pirâmide etária).
Trabalho C - Procurar uma música que contenha o tema família. Explicar de que maneira a música retrata uma parte do assunto de população estudado por nós!
Os trabalhos devem ser entregues no dia da nossa avaliação.
Qualquer dúvida entre em contato: 81959159

terça-feira, 15 de junho de 2010

NOTAS 2º ANO B - 2º BIMESTRE - INSA

1 6.0
2 10.0
3 7.0
4 8.5
5 8.5
6
7 10.0
8 7.0
9 6.5
10 8.0
11 7.0
12 8.5
13 5.5
14 7.0
15 7.5
16 7.5
17 7.0
18 10.0
19 8.0
20 5.0
21 7.0
22 7.0
23 7.5
24 7.0
25 7.5
26 6.5
27 8.5
28 6.0
29 10.0
30 7.0
31 7.5
32 7.0
33 7.0
34 6.5

NOTAS 2º ANO B - 2º BIMESTRE - INSA

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