domingo, 9 de agosto de 2015

O SUDÃO DO SUL

Conflito no Sudão do Sul não tem motivação étnica, mas política

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/internacional/conflito-no-sudao-do-sul-nao-tem-motivacao-etnica-mas-politica-9053.html

por Deutsche Welle — publicado 29/04/2014 13h30

Lealdade política e filiação étnica estão interligadas no país, e líderes tiram proveito dessa situação. Verdadeira causa da violência são as reservas de petróleo, afirmam especialistas

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Charles Atiki Lomodong / AFP

Sudão

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Diante do massacre de centenas de pessoas na cidade sul-sudanesa de Bentiu, resta a pergunta se a intenção dos dois grandes grupos étnicos dos país é liquidar um ao outro. Depois de o conflito entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice Riek Mashar ter evoluído para um violência brutal, com milhares de mortos e dezenas de milhares de refugiados, houve uma radicalização dos grupos rivais.

De acordo com a Missão da ONU no Sudão do Sul (Unmiss), os rebeldes de Mashar atacaram e mataram centenas de civis que se refugiaram numa mesquita, numa igreja e num hospital na semana passada. Somente na mesquita, calcula-se que houve 200 mortos. Muitos deles pertenciam à etnia dinka – a maior do Sudão do Sul e a mesma de Kiir, adversário de Mashar. Este, por sua vez, pertence ao grupo étnico nuer.

Ao mesmo tempo, jovens membros da etnia dinka atacaram um acampamento da Unmiss onde se encontravam principalmente membros do grupo étnico nuer. Ao menos 50 pessoas foram mortas, outras cem ficaram feridas.

Lealdade étnica e interesses políticos

Apesar disso, não se trata em primeira linha de um conflito entre os dinka e os nuer, opina Sarah Tangen, representante da Fundação Friedrich Ebert (ligada ao Partido Social-Democrata da Alemanha) no vizinho Uganda, também responsável pelo Sudão do Sul.

Para ela, o verdadeiro estopim da violência é o conflito político. "No Sudão do Sul, lealdade política e filiação étnica sempre estiveram ligadas. Por esse motivo, é muito difícil separar a dimensão étnica das rivalidades políticas", afirma Tangen.

"Fatores étnicos são facilmente mobilizados em prol de interesses políticos e econômicos e, por essa razão, frequentemente se tira proveito deles para esse fim." E quem faz isso não leva em conta o sofrimento que isso acarreta para a população, comenta Tangen.

Assim, o conflito não teria origem na hostilidade entre as etnias, mas na hostilidade entre os líderes políticos. O pano de fundo é o acesso às grandes reservas de petróleo no norte do país, responsáveis por quase toda a receita do Sudão do Sul. O objetivo dos rebeldes é assumir o controle dessas reservas.

Mas é verdade que há ressentimentos entre os dois grupos étnicos: os nuer se sentem desfavorecidos frente aos dinka (que são numericamente superiores) desde a independência do Sudão do Sul, há quase três anos – por exemplo, na divisão dos cargos políticos e das terras cultiváveis.

Apesar disso, também Ulrich Delius, da ONG Sociedade de Povos Ameaçados, disse acreditar que o conflito não está baseado no ódio entre as etnias. No entanto, devido à violência dos últimos meses, cada vez mais os membros de uma etnia veem as pessoas do outro grupo étnico como agressores. "O problema é que, para as pessoas comuns, tudo isso se apresenta como um conflito étnico", diz Delius.

O resultado é que as pessoas somente se sentem seguras no ambiente da própria etnia, o que eleva a importância do fator étnico na definição da identidade pessoal e também alimenta o ódio à outra etnia – um círculo vicioso fatal.

Mashar se apresenta como conciliador

O líder rebelde Mashar apresenta a situação de uma maneira bem diferente. Há poucas semanas, ele declarou em entrevista à DW: "Com mais de 60 povos, o Sudão do Sul é um país de grande diversidade étnica. Nós queremos reunir essa diversidade para formar um Estado viável."

Tangen diz ver nessas declarações uma retórica inteligente para tranquilizar os países estrangeiros. "Eu não acredito que ele tenha interesse em pacificar o país." Se quisesse mesmo evitar uma espiral de violência, Mashar teria sinalizado disposição para conversar desde o início dos confrontos. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário, argumenta Tangen.

Enquanto isso, representantes do governo sul-sudanês e dos rebeldes se encontram na vizinha Etiópia. Em Adis-Abeba, eles deverão dar prosseguimento às negociações interrompidas no mês passado. É improvável que as discussões levem a um acordo: até agora, as partes conflitantes não puderam chegar nem mesmo a uma agenda comum. A União Africana fixou um prazo até 30 de abril para que se chegue a um acordo, mas não há ameaças de sanções em caso de fracasso.

Autoria Katrin Matthaei (ca)
Edição Alexandre Schossler

O Caso do Sudão

A GEOPOLÍTICA DO SUDÃO: OS CONFLITOS EM DARFUR E O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO SUDÃO DO SUL

 

Fonte: http://www.oficinadoestudante.com.br/tira-duvidas.php?codigo=2708

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Os Conflitos de Darfur.
O conflito de Darfur é um conflito armado em andamento na região de Darfur, no oeste do Sudão, que opõe principalmente os Janjaweed (milicianos recrutados entre os baggara, tribos nômades africanas de língua árabe e religião muçulmana) e os povos não-árabes da região. O governo sudanês, liderado pelo general Omar Hassan AL-Bashir, embora negue publicamente que apóia os Janjaweed, tem fornecido armas e assistência e tem participado de ataques conjuntos o grupo miliciano.
O conflito iniciou-se em fevereiro de 2003, com o ataque de grupos darfunianos (minorias étnicas Fur, Zaghawa e Masalit) rebeldes a postos do governo sudanês na região, mas suas origens remontam a décadas de abandono e descaso do governo de Cartum, eminentemente árabe, para com as populações que vivem neste território. Os conflitos de Darfur trata-se de um conflito étnico-cultural, que iniciou-se por motivos políticos, e ganhou contornos raciais ao longo dos últimos anos. Promovido por forças militares, hoje muitas vezes a formação de focos de poder dificulta as relações comerciais com outros países.
Além dos problemas internos em Darfur, ainda há a influência externa da China, que tem interesses no comércio de petróleo do Sudão. Assis, sistematicamente, a China veta qualquer ação da ONU no território sudanês.
A independência do Sudão do Sul
A Criação do Estado Independente do Sudão do Sul é realizado após 12 anos de guerra civil e que deixou 1,5 milhão de mortos. Em janeiro de 2011, 99% dos eleitores do Sudão do Sul votaram a favor da separação da região, predominantemente cristã e animista (minorias étnicas), em relação ao norte, governado a partir de Cartum, onde a população é em sua maioria muçulmana e de origem árabe.
Apesar de possuir grandes reservas de petróleo, o Sudão do Sul nasce como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres. O medo de novos conflitos ainda existe nessa região, nas fronteiras entre o Norte e o Sul restam áreas sem definições e um possível conflito é inevitável devido à riqueza de combustíveis fósseis na região de Abyei.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Hierarquia urbana A hierarquia urbana refere-se à estrutura mundial de subordinação e organização econômica das cidades e suas redes.

Hierarquia urbana

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/geografia/hierarquia-urbana.htm

Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena em Geografia Urbana
Nova York, um dos principais centros da hierarquia urbana mundial

A hierarquia urbana é a ordem de organização entre os diferentes níveis de complexidade econômica das cidades. Como a própria ideia de hierarquia sugere, trata-se das relações de dependência econômica exercidas por algumas cidades sobre outras, formando uma cadeia mais ou menos definida de cidades dependentes e economicamente interligadas entre si.

Essas relações econômicas estabelecem inevitavelmente a consolidação de uma rede urbana que estrutura uma teia formada por nós (as cidades) e os fluxos (os sistemas de transporte e telecomunicações). Essa estruturação é um fator que pode ser diretamente associado ao processo da globalização.

Fazem parte da hierarquia urbana mundial as cidades globais, as metrópoles nacionais, as metrópoles regionais e as cidades de menor porte.

Cidades globais: representam os principais polos da hierarquia urbana internacional. Além de concentrarem elevados quantitativos populacionais, sendo quase todas elas megacidades (cidades com mais de 10 milhões de pessoas), essas cidades apresentam uma complexa economia. Ao longo da história, em grande parte dos casos, as cidades globais foram as primeiras a industrializar-se no mundo ou, pelo menos, em seus países. Foram também as primeiras a iniciar o processo de desconcentração industrial que ainda está ocorrendo, passando a ser conhecidas por abrigar as principais sedes e centros de negócios das empresas multinacionais.

Exemplos de cidades globais: Nova York, Tóquio, Paris, Londres, Buenos Aires, Berlim, entre outros. No Brasil, existem duas: São Paulo e Rio de Janeiro.

Metrópoles nacionais: são cidades que também apresentam uma complexa e avançada organização econômica, uma grande quantidade de habitantes e uma posição atrativa no recebimento de investimentos, sobretudo de empresas estrangeiras. No entanto, o seu nível econômico não lhes permite criar em torno de si uma influência além de seus países ou regiões territoriais próximas.

Exemplos de metrópoles nacionais: Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e outras cidades.

Metrópoles regionais: são cidades cuja importância e domínio alcançam apenas o nível regional, estando direta ou indiretamente subordinadas às metrópoles nacionais e às cidades globais. Mesmo assim, são centros estratégicos, pois representam o elo de regiões ou pontos afastados em relação aos grandes polos da economia mundial.

Exemplos de metrópoles regionais: Goiânia, Cuiabá, Campinas, Belém e outras.

Abaixo dessas cidades, no contexto da hierarquia urbana, encontram-se cidades de menor porte, mas com relativa influência local, tais como as cidades médias brasileiras que, apesar da menor importância, vêm atraindo muitas indústrias e contemplando índices de crescimento muito acima da média das grandes cidades.

O Processo de Urbanização Mundial

Fonte: http://www.alunosonline.com.br/geografia/urbanizacao-mundial.html

 

Urbanização Mundial

Até o final do século XXI, o mundo será praticamente urbano

 

Urbanização virou sinônimo de modernização econômica e os fatos históricos corroboram para tal analogia. Por exemplo, no começo do século XVIII somente 3% da população residia no meio urbano. As cidades mais populosas de que se tem conhecimento eram Paris e Londres, com pouco mais de 1 milhão de habitantes cada. Atualmente, metade da população reside no meio urbano, o que corresponde a aproximadamente 3,5 bilhões de pessoas.

Entretanto, é necessário cuidado na análise das estatísticas. Isso porque a urbanização tem um conceito formal diferente para cada nação. Ou seja, cada país, com sua normativa jurídica, estabelece o que pode ser considerado urbano ou não. Por exemplo, na Europa, só é considerado urbano um local cuja população seja superior a 5 mil habitantes. No Brasil, a sede do município (cidade) e seus distritos (vilas) são considerados urbanos, sem levar em consideração sua população ou as funções econômicas desempenhadas pela cidade ou vila.

Mapa da taxa de urbanização mundial

Nos países desenvolvidos, a urbanização é mais antiga (século XIX). Seu principal fator foi a I Revolução Industrial, que gerou um forte êxodo rural. Com a Segunda Guerra Mundial, começou a haver intensa migração por todas as partes do planeta, urbanizando alguns países em desenvolvimento, como foi o caso do Brasil. Na verdade, o que sempre motivou a urbanização foi a industrialização. Por vezes, esse processo é inverso. São dois processos simbióticos. Industrialização gera demanda de infraestrutura e mão de obra, o que gera migração e, consequentemente, urbanização. Atualmente, com a revolução da informação, essa simbiose está sendo desfeita.

No desenho atual da urbanização, Europa Ocidental, América do Norte, América Latina e Oceania apresentam uma taxa de urbanização que varia entre 70 e 100%. A maior parte dos países da África e da Ásia apresentam baixos índices de urbanização. Portanto, a urbanização é desigual.

Atente-se ao fato de que taxas de urbanização baixas não significam propriamente população urbana pequena. A China e a Índia são exemplos claros. A China é o país com maior número de pessoas residindo no meio urbano, porém somente 40% de sua população reside em cidades. Ou seja, paradoxalmente, é o país mais urbano do planeta e também o mais rural.

Se no passado os países desenvolvidos urbanizaram-se mais rapidamente, agora o processo é inverso. Os países em desenvolvimento apresentam as maiores taxas de urbanização. A explicação desse fato é muito simples: nos países mais desenvolvidos, grande parte da população já vive em cidades.

Por Regis Rodrigues de Almeida

A Urbanização Brasileira

Urbanização Brasileira
Características das Primeiras Cidades do Brasil

As raízes da urbanização brasileira são decorrentes da história, os primeiros centros urbanos surgiram no século XVI, ao longo do litoral em razão da produção do açúcar, nos séculos XVII e XVIII, a descoberta de ouro fez surgir vários núcleos urbanos e no século XIX a produção de café foi importante no processo de urbanização, em 1872 a população urbana era restrita a 6% do total de habitantes.
Posteriormente, no início de século XX, a indústria foi um instrumento de povoamento, a partir da década de 1930, o país começou a industrializar-se, como o trabalho no campo era duro e a mecanização já provocava perda de postos de trabalho, grande parte dos trabalhadores rurais foram atraídos para as cidades com intuito de trabalhar no mercado industrial que crescia. Esse êxodo rural elevou de forma significativa o número de pessoas nos centros urbanos. Atualmente 80% da população brasileira vive nas cidades, apesar disso o Brasil é um país urbano, industrial e agrícola.

Ao longo das décadas a população brasileira cresceu de forma significativa, ao passo desse crescimento as cidades também tiveram sua aceleração em relação ao tamanho, formando imensas malhas urbanas, ligando uma cidade a outra e criando as regiões metropolitanas (agrupamento de duas ou mais cidades).

O crescimento desenfreado dos centros urbanos provoca conseqüências, como o trabalho informal e o desemprego decorrente de sucessivas crises econômicas. Outro problema muito grave provocado pela urbanização sem planejamento é a marginalização dos excluídos que habitam áreas sem infra-estrutura (saneamento, água tratada, pavimentação, iluminação, policiamento, escolas e etc.) e junto a isso a criminalidade (tráfico de drogas, prostituição, seqüestros etc.).

A falta de um plano diretor não só demanda problemas sociais como também provoca alterações ambientais, um exemplo dessa realidade é a poluição do lixo, milhões de pessoas consomem e produzem os mais diversos detritos que diariamente são depositados em lixões a céu aberto sem receber nenhum tratamento, esse lixo transmite doenças, polui o lençol freático.

Outra poluição presente nas cidades é a atmosférica, proveniente da emissão de gases de automóveis e indústrias, esses gases provocam problemas de saúde, principalmente respiratórios e, por fim, a poluição das águas, pois os dejetos das residências e indústrias são lançados sem tratamento nos córregos e rios, no período chuvoso ocorrem as cheias que dispersam a poluição por toda a área.
Em suma, percebe-se que a maioria dos problemas urbanos é primeiramente de responsabilidade do poder público que muitas vezes são omissos em relação a essas questões, em outros momentos podemos apontar a própria população como geradora de problemas, como o lixo que é lançado em áreas impróprias. Na verdade, a tarefa de fazer com que a cidade seja um lugar bom pra se viver é de todos os que nela habitam.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/geografia/urbanizacao-brasileira.htm

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Enem–Petróleo na Atualidade

Desde a Revolução técnico-científico informacional na década de 70, a produção e extração de petróleo aumenta ano após ano, devido às novas regiões do planeta que passaram pelo processo de industrialização acelerado e que vêm se mantendo até o momento, como no caso do sudeste asiático, em particular a China. Com novos atores no tabuleiro geopolítico, as forças pelo controle das reservas de petróleo no Oriente Médio e também em outras localidades – como na África – aumentaram.

Para confrontar o poderio militar e político dos países centrais – leia-se EUA e potências da Europa –, um grupo de países em 1960 formou uma aliança/cartel denominada OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), essa organização vincula diversos Estados do Golfo Pérsico (Árabia Saudita, Catar, Kwait, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos), da África (Angola, Argélia, Nigéria e Líbia) e da América do Sul (Equador e Venezuela). Esse grupo de produtores de petróleo influenciaram de maneira global o preço do barril, indo na contramão das chamadas “Sete Irmãs” (transnacionais  do setor petroquímico que até então controlavam as reservas e o preço baixo do barril). Além disso, há a atual Rússia, que controla grande quantidade de poços na Eurásia, e entra no embate direto com EUA.

Essa jogada geopolítica alterou toda uma articulação política em torno desses países, já que eles passaram a determinar os preços e assim, influenciar diretamente na economia nacional de cada país que necessitava do óleo – EUA e países da Europa Ocidental.

Dessa forma, chegamos à configuração atual do jogo, onde há duas frentes: os países produtores tentando aumentar o preço dos barris e em muitos casos, diminuindo o ritmo de produção para que a demanda seja maior que a oferta (valorizando essa commodities no mercado internacional) e os países que demandam o óleo – EUA, os países da Europa Ocidental e outros emergentes como China e Índia, buscam tanto na intervenção militar – no caso dos EUA – como também acordos bilaterais para manter o fornecimento ininterrupto e com preços baixos.

ENEM - Guerra do Yom Kippur e a Crise do Petróleo

Em outubro de 1973, Israel, Egito e Síria, mexeram no mercado de petróleo. No auge da Guerra Fria, um conflito veio de encontro às duas potências mundiais da época, pois Israel era aliado dos americanos, enquanto a Síria dos soviéticos.

Israel havia tomado territórios dos demais países (Egito e Síria) na Guerra dos Seis Dias em 1967. Como contra-ataque, cinco anos depois, no feriado do Yom Kippur, Egito e Síria atacaram Israel durando vinte dias de guerra, levando países membros da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) a boicotar estados aliados de Israel, bloqueando a produção de petróleo e elevando exponencialmente o seu valor. Os Estados Unidos interferiram diretamente no conflito para que o preço voltasse à normalidade.

Evolução no preço do barril de petróleo (Foto: Reprodução)Evolução no preço do barril de petróleo (Foto: Reprodução)

ENEM–EUA e ENERGIA

Durante a segunda metade do século XIX até a Segunda Guerra Mundial, Inglaterra e França controlavam a partir de empresas e também ações políticas, as principais fontes de petróleo no Golfo Pérsico, além do Canal de Suez, o caminho mais curto para Europa. Contudo, após 1945, o aumento exponencial de seu poder e também das suas ações geopolíticas - ligadas principalmente ao controle marítimo - fez os Estados Unidos tomarem a frente no que tange a influência nos governos locais e na tomadas de decisões no Oriente Médio. Além da entrada de empresas norte-americanas do ramo petroquímico nas nações desta região. A consequência foi o início de diversos conflitos ao longo da segunda metade do século XX, como as intervenções no Iraque e Kwait e mais recentemente na Líbia (2011), com a queda do ex-ditador Muamar Kaddafi.

Essa estratégia era essencial por dois motivos: primeiro a necessidade de manter o crescimento industrial e urbano em ritmo acelerado, pois, nesse momento, os EUA passaram a ser a maior economia do mundo. Em segundo lugar, logo após a Segunda Guerra Mundial iniciou-se a chamada Guerra Fria, um embate ideológico, político e econômico com a então União Soviética. O controle da área do Golfo Pérsico era uma estratégia para evitar o avanço do comunismo para o restante da Ásia e das riquíssimas áreas energéticas.

 

Fonte:

http://educacao.globo.com/geografia/assunto/atualidades/geopolitica-do-petroleo.html

Geopolítica do Petróleo - ENEM

Petróleo no Oriente Médio

Quando falamos em petróleo, pensamos logo nos países árabes – principais produtores de petróleo no mundo e onde está localizado cerca de 30% da produção mundial. Além de considerarmos o seu maior consumidor atualmente, os Estados Unidos. Todavia, para compreendermos como a configuração da geopolítica do petróleo chegou as suas vias atuais, é necessário saber o princípio das disputas pelo controle das jazidas e da circulação do óleo negro.

Oriente Médio, a peça principal
No final do século XIX, os países europeus, principalmente as duas principais potências do velho continente – Inglaterra e França – buscavam ampliar seus mercados, além das áreas para obtenção de matéria-prima. A necessidade de abastecer os centros urbanos-industriais avançavam em ritmo acelerado, fazia dos dois países grandes atores na disputa pelas fontes de energia.

Reservas de Petróleo mundiais (Foto: Reprodução)Reservas de Petróleo mundiais (Foto: Reprodução)

O Oriente Médio, mais especificadamente o Golfo Pérsico, foi uma região de intensas disputas e influências dos dois países. É nesse contexto, que o imperialismo vai originar/aprofundar as disputas territoriais e rivalidades étnico-culturais que vimos atualmente (Irã, Iraque, Catar etc). Novas linhas fronteiriças são originadas conforme as necessidades de se obter as jazidas de petróleo e manter o controle das novas colônias/protetorados, alterando a política dos países locais, atuando diretamente em seus governos.

Canal de Suez – o caminho do óleo para Europa e América
Enquanto o petróleo na segunda metade do século XIX, tornava-se a principal fonte energética do mundo, Inglaterra e França já construíam o caminho de escoamento do óleo no Golfo Pérsico em direção ao Mediterrâneo. O Canal de Suez, localizado no Egito seria a porta de saída dos petroleiros e de outros  navios que necessitassem fazer esta viagem, que antes duravam meses, pois havia a necessidade de contornar o continente africano.

Assuntos de Geografia para o ENEM

Economia agroexportadora brasileira: complexo açucareiro; a mineração no período colonial; a economia cafeeira; a borracha na Amazônia. Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. Formação do espaço urbano-industrial. Transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos. A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas. A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências econômicas, políticas e sociais. Produção e transformação dos espaços agrários. Modernização da agricultura e estruturas agrárias tradicionais. O agronegócio, a agricultura familiar, os assalariados do campo e as lutas sociais no campo. A relação campo-cidade.

• Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente – Relação homemnatureza, a apropriação dos recursos naturais pelas sociedades ao longo do tempo. Impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil. Recursos minerais e energéticos: exploração e impactos. Recursos hídricos; bacias hidrográficas e seus aproveitamentos. As questões ambientais contemporâneas: mudança climática, ilhas de calor, efeito estufa, chuva ácida, a destruição da camada de ozônio. A nova ordem ambiental internacional; políticas territoriais ambientais; uso e conservação dos recursos naturais, unidades de conservação, corredores ecológicos, zoneamento ecológico e econômico. Origem e evolução do conceito de sustentabilidade. Estrutura interna da terra. Estruturas do solo e do relevo; agentes internos e externos modeladores do relevo. Situação geral da atmosfera e classificação climática. As características climáticas do território brasileiro. Os grandes domínios da vegetação no Brasil e no mundo.

• Representação espacial – Projeções cartográficas; leitura de mapas temáticos, físicos e políticos; tecnologias modernas aplicadas à cartografia.

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