segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Mapas mostram que chineses antigos descobriram a América

 

Fonte: https://www.epochtimes.com.br/mapas-mostram-chineses-antigos-descobriram-america/


Mapas mostram que chineses antigos descobriram a América



Foi em 1973 que o falecido Dr. Hendon Harris Jr. publicou um livro que documentava o que ele acreditou ser a prova de que os Chineses descobriram e colonizaram a América milhares de anos antes da chegada de Colombo.


A prova baseia-se num velho mapa mundi que ele encontrou em um livro de mapas um ano antes em uma loja de antiguidades na Coreia.

Intitulado “Tudo abaixo do Céu”, o antigo mapa Chinês não só mostra grandes massas terrestres como a Ásia, África, Austrália e Europa como também localiza o mítico território de Fu Sang (para os chineses) – literalmente “terra do ocidente” – na região que conhecemos hoje como América do Norte e do Sul.

Harris, um missionário de terceira geração nascido de pais americanos em Kaifeng, China, percebeu que se tinha deparado com algo grande.

Ele estava ciente sobre Fu Sang devido ao seu conhecimento sobre o “Shan Hai Jing” ou “Coleção das montanhas e mares”, um clássico Chinês que acredita-se ter sido escrito há dois mil anos atrás. O clássico documentava as antigas viagens dos Chineses e descrevia a geografia e lendas das regiões vizinhas.


Baseado no mapa e em cerca de outros 30 mapas similares oriundos do original “Shan Hai Jing”, Harris teorizou em seu livro “Os pais asiáticos da América”, que os chineses percorreram os mares e alcançaram as Américas em aproximadamente 2.200 a.C e foram os ancestrais dos Índios Americanos.

Somente algumas copias do livro de Harris foram distribuídas, mas na altura da sua morte em 1981 ele colecionou sete livros de mapas similares e encontrou 23 outros mapas em museus famosos de todo o mundo

O mais antigo dos mapas de Harris acredita-se que seja da dinastia Ming (1368 até 1644), mas o mapa mundi em cada livro acredita-se ter sido feito a partir de um mapa Chinês muito mais antigo.

Charlotte Harris Rees, uma das filhas de Harris, inicialmente era cética sobre teoria do pai e durante anos a sua coleção de mapas permaneceu negligenciada debaixo da cama do irmão.


Mas ano passado Rees publicou seu próprio livro, “Mapas secretos do mundo antigo” que defende a teoria do pai de que antigos criadores de mapas da Ásia vieram para as Américas e documentaram o território do novo Mundo muito antes de Colombo ter chegado.

Segredos escondidos à vista

Rees, que vive na Virgínia, esteve numa turnê de palestras em 2009 e, no dia 20 de outubro, se apresentou na Universidade Simon Fraser de Vancouver.

“Até agora tem sido quase como o Código Da Vinci – segredos que foram escondidos à vista”, disse Rees ao Epoch Times.


“Não é que os mapas nunca tenham sido vistos antes, mas as pessoas interpretaram mal e muitos livros dizem que estes dados são em parte real e em parte mito porque não conseguem acreditar que outras pessoas pudessem ter chegado à América tão cedo”.

Em 2003, Rees estava disposta a examinar a teoria do pai com toda a seriedade depois de ler “1421”, um livro de Gavin Menzies que provocou um debate mundial. Menzies defendeu que os Chineses descobriram a América em 1421, 71 anos antes de Colombo.

Rees enviou um e-mail a Menzies acerca dos mapas do seu pai, que mostram que os chineses descobriram a América muito antes de 1421. Ela também levou a coleção de mapas da sua família para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C., onde permaneceram por três anos, enquanto especialistas vinham da China para os estudar.

Enquanto isso, ela iniciou uma pesquisa de cinco anos que a convenceu de que seu pai estava certo.


Ao longo de sua pesquisa, ela foi orientado pelo Dr. Cyclone Covey, professor emérito de história da Universidade Wake Forest, Carolina do Norte, que há mais de 50 anos estuda a história americana antiga e sua associação com a China.

Com a ajuda de Menzies, Rees foi convidada para falar no Congresso da Biblioteca (Library of Congress) em 2005. E para ajudar o livro do seu pai a alcançar mais leitores, em 2006, Reed publicou uma versão resumida do original de 800 páginas.

O Dr. Hwa- Wei Lee, chefe aposentado da Divisão da Ásia do Congresso da Biblioteca, tem apelidado a pesquisa de Rees como “uma grande contribuição para a história inicial das Américas e às relações com a China e outras partes da Ásia”.

Abundância de provas


Rees também se deparou com resistências. “Existem algumas pessoas que são muito contra isto. Sempre que se tenta rescrever a história, é muito difícil mudá-la”, afirma.

Por exemplo, um grupo internacional de acadêmicos dirige um website que disputa com a teoria de Menzie. Rees afirma que apesar das escolas, no inicio do séc XX, ainda ensinarem que os chineses já haviam chegado e se estabelecido na América há pelo menos mil anos, esta informação foi removida dos livros escolares quando o Dia de Colombo foi declarado como uma feriado nacional nos E.U.A.

No entanto a determinação de Rees é imperturbável.

“Existem muitas provas que nos chegam de varias áreas, incluindo provas de DNA, escrituras chinesas antigas encontradas em múltiplos locais nas Américas e pessoas que têm comparado o calendário Maya ao antigo calendário Chinês”, afirma Rees..


Muitos estudos independentes têm sido completados ou estão a ocorrer; e seu livro cita mais de 200 trabalhos que contêm provas de várias disciplinas incluindo ciência, arqueologia, oceanografia, filosofia, antropologia, arte, linguística e matemática.

Maior glória à China

Como poderam os Chineses atravessar o Pacifico em um ano tão remoto como 2.200 a.C?

De acordo com registos históricos, há quatro mil anos atrás os Chineses já eram muito avançados, diz Rees. “Eles tinham escrita, seda e eram capazes de navegar pelo oceano”.


Ela acrescentou que existe uma corrente quente no Pacifico Norte que, na realidade, “age como uma esteira rolante” que empurra os objetos da Ásia até às Américas e depois costa abaixo, havendo uma corrente de retorno no equador.

Rees disse que o pai acreditava que os antigos chineses e outros asiáticos realizaram muitas viagens para o novo mundo, mas um grande numero de provas se perdeu. Em particular, a China iniciou uma política de isolamento no século XV. “Tornou-se uma ofensa capital a navegação marítima e queimaram os seus mapas e navios”, diz ela.

Durante 250 anos, alguns académicos Europeus especularam sobre se Fu Sang ficava, de fato, na América. Mas sem um mapa que mostre Fu Sang, eles não podiam prová-lo. Quando Harris descobriu o antigo mapa na Corea, ele foi o primeiro em tempos recentes a fazer a associação, diz Covey.

As evidências continuam a crescer. Enquanto isso, Ress está satisfeita que mais pessoas saibam sobre sua pesquisa e de seu pai.


“O resultado final destas descobertas revolucionarias trará a maior glória à China, India oriental, Japão e Coreia e um novo respeito e valorização dos índios da América do Norte, Sul e Central”, escreveu Harr
is em seu livro.

A Geopolítica da Segunda Guerra Mundial

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Novo NAFTA. Nafta 2.0 .




USMCA





GEOGRAFIAUSMCA é a sigla que corresponde ao acordo que renova o antigo tratado entre Estados Unidos, Canadá e México, o Nafta.
USMCA é a sigla em inglês para Acordo Estados Unidos – Mexico – Canadá.




Estados Unidos – México – Canadá, que substitui o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, o Nafta, que movimenta trilhão de dólares a cada ano. Esse acordo comercial é também conhecido como “Nafta 2.0” e foi assinado em 2018, depois de uma negociação iniciada em 2017.


Leia também: Acordo de Paris
O que é esse acordo?


O USMCA corresponde a um tratado de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México que moderniza o antigo acordo, chamado Nafta, que vigorava desde 1994. A renovação do acordo foi oficializada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente do México, Enrique Peña Nieto; e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, durante a Cúpula do G20, em Buenos Aires, na Argentina.


O acordo foi fechado primeiramente de forma bilateral entre Estados Unidos e México. Após longas negociações, o Canadá, por meio de seu primeiro-ministro, mostrou satisfação com as mudanças propostas e decidiu participar do acordo.


Veja também: OCDE








Motivação e objetivo do USMCA


A renovação do acordo comercial entre as três nações foi um pedido de Donald Trump, que alegava enxergar prejuízos para os setores econômicos dos Estados Unidos. Esses prejuízos teriam sido gerados por déficits no comércio entre os Estados Unidos e o México e isso provocou a perda de milhões de empregos no território estadunidense.


Acreditando que o Nafta fez com que o comércio dos Estados Unidos se tornasse menos competitivo, fazendo com que o país perdesse indústrias para os demais, Trump, ao propor a renovação, pretendia proteger o mercado estadunidense e liberalizar os demais. Assim, o principal objetivo da substituição do acordo pauta-se no protecionismo dos Estados Unidos, propondo um mercado “mais livre”, um comércio mais seguro que favoreça o crescimento econômico.
USMCA X Nafta


O USMCA é um acordo que substitui o Nafta.


O Nafta, acordo comercial da América do Norte, representou, durante vinte e quatro anos, um tratado que representava o livre comércio entre Estados Unidos, Canadá, México e o Chile, como país associado. Ratificado em 1993, esse acordo tinha como objetivo facilitar o comércio entre os países que o aderiram, removendo algumas restrições comerciais sem atropelar as leis internas de cada nação.


Ao contrário de alguns outros acordos, como a União Europeia, o Nafta não permitia a livre circulação de pessoas, mas sim de bens e produtos, findando as barreiras comerciais entre os países e unindo seus interesses a fim de ampliar o mercado e aumentar a produtividade.


Os principais objetivos do Nafta eram:




Reduzir as barreiras alfandegárias, no que tangem às taxas cobradas em relação aos produtos importados;




Favorecer a circulação dos bens e serviços entre os países;




Promover o aumento das oportunidades de investimento entre os países;




Proteger a propriedade intelectual dentro de cada território;




Oferecer condições justas para uma competição na área de livre comércio.


O Nafta, em todo o período em que esteve em vigor, sofreu diversas críticas apesar de movimentar a economia entre seus países-membros. É bom ressaltar que há uma enorme disparidade econômica entre esses países. A economia mexicana é bastante dependente da economia estadunidense e muitos acreditavam que esse acordo intensificava ainda mais essa dependência.


Outro problema refere-se à questão das uniões trabalhistas do México, que são contra o acordo por acreditarem que os Estados Unidos ficam em vantagem quanto aos preços dos produtos agrícolas produzidos no México.


Por outro lado, os Estados Unidos acreditavam que sua economia estava sendo prejudicada, visto que muitas indústrias deslocaram-se para o Canadá e para o México devido aos atrativos econômicos em relação aos baixos impostos cobrados nessas áreas e a mão de obra mais barata. Os canadenses, por fim, criticavam o fato de que a parceria comercial com os Estados Unidos por vezes limitava o comércio com outros países.


Para saber mais, acesse: Nafta.
O que muda?


O presidente Donald Trump propôs algumas mudanças em relação ao acordo comercial, estabelecendo regras para o comércio entre os países que, segundo ele, revolucionaria as três nações, garantindo inovação e prosperidade. As principais mudanças ocorridas em relação ao antigo acordo, o Nafta, agora então renovado pelo USMCA, são:










Nome






O antigo acordo, denominado de Nafta, agora dá lugar ao USMCA.












Setor automotivo


O novo acordo pretende impedir que indústrias transfiram-se para locais com mão de obra mais barata. A ideia é que cerca de 75% das peças de um carro sejam fabricadas nos Estados Unidos por trabalhadores que recebam em média 16 dólares por hora.












Setor de laticínios


O Canadá concordou em diminuir as barreiras no setor de laticínios, já que o governo dos Estados Unidos classificava a proteção dos produtos lácteos injusta com altas tarifas de importação. Assim, amplia-se o mercado de laticínios entre Canadá e Estados Unidos.




Validade do acordo


Ao contrário do Nafta, que não possuía tempo determinado para estar em vigor, o USMCA deixará de vigorar em dezesseis anos, portanto, estabeleceu-se uma cláusula de validade.








Propriedade intelectual


A proteção da propriedade intelectual já existia. O novo acordo propôs o aumento dessa proteção, oferecendo-a a farmacêuticos e inovadores agrícolas. Essa proteção estende-se também aos direitos autorais de escritores e compositores.








Comércio eletrônico


O USMCA veta os direitos aduaneiros para os produtos distribuídos digitalmente, como jogos e livros eletrônicos.








Por Rafaela Sousa
Graduada em Geografia


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