domingo, 13 de junho de 2010

O PROCESSO DE SUBSTITUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES


As transformações promovidas pela cafeicultura, bem como o aumento da demanda interna por produtos industrializados, serviram como estímulo para que muitos investimentos, antes concentrados no café, fossem desviados para a atividade industrial. Nesse contexto, a modernização resultou na criação de uma infra-estrutura de transportes e energia fundamental para a indústria, bem como a criação de um mercado de consumo.

A urbanização da sociedade brasileira está inserida na modernização desencadeada pela cafeicultura e pela indústria.

Ao mesmo tempo, a conjuntura internacional da primeira metade do século XX também serviu para a expansão da atividade industrial no Brasil. Merecem destaque a quebra da Bolsa de Nova Iorque e as duas grandes guerras mundiais. Estes acontecimentos estão fortemente ligados ao que se conhece por processo de substituição de importações. Vejamos o porquê.
Tanto a Crise de 29 como a Primeira (1914-1918) e a Segunda Grande Guerra (1939-1945) causaram, como reflexo imediato para o Brasil, uma série de dificuldades em relação às importações, notadamente de produtos industrializados. Afinal, estes acontecimentos trouxeram prejuízos materiais e financeiros, em maior ou menor grau, a importantes nações desenvolvidas, corno os EUA, a Inglaterra e a França, para nos atermos apenas a estas, que, como sabemos, eram responsáveis pelo abastecimento de boa parte de nossas necessidades no mercado externo.
Uma vez que os acontecimentos citados redundaram em uma baixa oferta de produtos maquinofaturados no mercado internacional, restou ao Brasil passar a fabricá-los internamente. Daí se falar em processo de substituição de importações. Além disso, os preços do café caíram significativamente, o que fez muitos cafeicultores realizarem investimentos em outras atividades, como a industrial.


Boa parte das fábricas instaladas no Brasil no início do século eram de capital nacional.

Inicialmente, as primeiras unidades fabris, além de estarem voltadas para a produção de bens de consumo, como vestuário, alimentos, móveis, entre outros, eram quase todas de capital nacional. Posteriormente, algumas iniciativas foram tomadas para assegurar o desenvolvimento da indústria de bens de consumo duráveis (automóveis, por exemplo) e, assim, diversificar a estrutura industrial* brasileira. Neste contexto, a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ), foi uma importante estratégia do Estado brasileiro, tendo em vista a industrialização do país. A política industrial da época (governo Getúlio Vargas), de cunho nacionalista, permitiu que diversos rarnos dinâmicos pudessem se expandir. Foi o caso das indústrias de papel e celulose, cimento, tecidos, pneumáticos, laminados de aço, além de outros. Entre as empresas estalais criadas, destacaram-se a Companhia Vale do Rio Doce (mineração), Fábrica Nacional de Motores (automobilística), a Companhia Álcalis (química) e, posteriormente (anos 50), a Petrobrás (extração, transporte, refino e venda de petróleo e derivados).


A paisagem da cidade de Volta Redonda possui alguns elementos muito marcantes, como o Rio Paraíba do Sul e as instalações da Companhia Siderúrgica Nacional.

Durante a Era Vargas (1930-1945), o Estado criou diversos órgãos públicos, que serviram para o desenvolvimento da indústria no país, pois contribuíram para sua modernização. Merecem destaque os ministérios do Trabalho, da Indústria e Comércio e o da Educação, além de institutos, como o do Álcool, o do Café, entre outros. É importante salientara criação de leis trabalhistas, as quais permitiram, na época, modernizar as relações de trabalho assalariado.
Os anos que se seguiram após a queda de Vargas foram de abertura ao capital estrangeiro, notadamente a partir do governo de Juscelino Kubitschek (1955-1960), quando diversas empresas multinacionais passaram a se instalar no país, merecendo destaque as montadoras de automóveis.

Os anos 50 consolidaram a industrialização do Brasil. Com isso, a organização do espaço geográfico brasileiro sofreu importantes mudanças: rodovias foram construídas, integrando o território; novas usinas hidrelétricas passaram a assegurar energia para as áreas que se industrializavam; um mercado nacional se formava. Enfim, um novo Brasil, mais urbano e industrial, começava a ser construído.

A INDUSTRIALIZAÇÃO TARDIA


O Brasil é considerado um país subdesenvolvido. Disto ninguém parece ter dúvida. Entretanto, ainda é grande o número de pessoas que acredita que nosso país ainda não se industrializou. Não são poucos os que pensam que a economia brasileira permanece agrária, baseada nas atividades do campo, ou que nossa sociedade seja tradicional e "atrasada".
Contudo, menos pessoas ainda se dão conta do que é o Brasil de hoje: um país onde o moderno convive com o tradicional, onde metrópoles e aldeias indígenas integram o mesmo espaço geográfico, e onde os tecnopólos apontam os caminhos do terceiro milênio.
Ao longo desta unidade, prosseguiremos revelando os retratos do Brasil. Neste sentido, iniciaremos pelo processo de industrialização, responsável por importantes transformações em nossa sociedade, nas paisagens e, por extensão, na organização do espaço geográfico brasileiro.

UMA INDUSTRIALIZAÇÃO TARDIA

A atividade industrial é rnais antiga que a agricultura. Sua origem remonta ao Período Paleolítico* (30 mil anos atrás), podendo ser considerada tão antiga quanto o surgimento do Homo sapiens*. Naqueles tempos, a elaboração de instrumentos de caça, por exemplo, já representava uma atividade industrial. Fica evidenciado que aquilo que classificamos como indústria hoje possui características bem diversas das daquele período.


A atividade industrial pode ser considerada tão antiga quanto o surgimento do Homo sapiens.

Podemos dizer, então, que a indústria apresenta estágios que caracterizam sua evolução ao longo da história. Tais estágios são o artesanato*, a manufatura* e a maquinofatura* ou indústria moderna.

No caso do Brasil, é importante recordarmos que seu papel na antiga Divisão Internacional do Trabalho foi o de assegurar o fornecimento de produtos primários para o mercado europeu, onde eram transformados em bens de consumo. Uma vez que o Brasil não participou da Revolução Industrial, ou seja, não acumulou conhecimentos e técnicas que efetivas-sem a sua passagem do artesanato para a manufatura e desta para a indústria moderna, coube ao país industrializar-se muitos anos após este processo ter-se iniciado na Europa.

A Revolução Industrial leve início na Inglaterra, por volta de 1750. Na ilustração, aspecto de um bairro industrial inglês, de Sheffield, no ano de 1855.

De fato, enquanto a Inglaterra se industrializou em bases modernas no século XVIII, o Brasil somente se tornou industrial por volta de 1950 (duzentos anos depois). Daí falarmos que nossa industrialização foi tardia.

No início do século, a atividade industrial era incipiente em nosso país e encontrava-se restrita a poucos ramos, como o têxtil.

Por ter sido tardia, nossa industrialização foi dependente da tecnologia criada nos principais países industrializados do globo, como a Inglaterra, os EUA e a Alemanha.

GUERRA FISCAL


Um fator decisivo para o processo de descentralização industrial, tanto em escala nacional como regional, é a disputa travada por estados e municípios para receber as instalações de grandes empresas transnacionais. É a chamada "guerra fiscal", que consiste em conceder desde terrenos até isenções parciais ou totais de impostos para as fábricas que se instalarem na região.


Com mais de 700 mil habitantes, São Bernardo do Campo, município da Grande São Paulo, faz parte da região industrial conhecida como ABCD.



Salário tira São Paulo
da rota das montadoras

Entre 1995 e 2000, as montadoras aplicaram cerca de US$ 17 bilhões em fábricas brasileiras - a maior parte foi direcionada para fora da região metropolitana de São Paulo. Um fator que contribuiu bastante para isso foi o custo da mão-de-obra.

"Guerra fiscal" entre os estados

Além dos salários maiores, a "guerra fiscal" - subsídios fiscais dados por estados e municípios para a instalação de novas unidades das montadoras - ajudou a afastar as montadoras de São Paulo.
De acordo corri o professor do Departamento de Sociologia da USP Glauco Arbix, o maior prejuízo da ''guerra fiscal" deve ser sentido por São Paulo a longo prazo. "Os novos planos são direcionados para as novas unidades", explica. 'As fábricas antigas mantém-se com a produção de modelos mais velhos, que devem deixar de ser vendidos daqui a alguns anos. Ou seja, daqui a pouco, as linhas de montagem paulistas não terão mais utilidade."
A "guerra fiscal" começou na década de 1990 e um dos primeiros estados a se envolver foi o Paraná.
Em março de 1996 o governo do estado, o município de São José dos Pinhais e o Fundo de Desenvolvimentc Econômico assinaram um protocolo com a Renault. A empresa comprometeu-se a construir uma planta na cidade até o início de 1999. O estado e o município doaram um terreno de 2,5 milhões de m2 e providenciararr infra-estrutura e logística necessárias.
O documento também previa que o suprimento de energia à montadora teria desconto de 25% e que 40% do capital investido sairia do estado. A Renault -e os fornecedores que se instalassem na região - ainda receberia isenção de impostos locais por dez anos.
Essas condições especiais acabaram atraindo ainda a Volkswagen, que se instalou na mesma cidade "Costumo brincar que, com as condições apresentada: nessa guerra, dá até para fazer fábrica na Lua", comenta o professor da Politécnica da USP Mauro Zilbovicius
(Adaptado de: Luciana Scarazzati Jornal da Tarde, 16 abr 2002.)

01) Com base no texto, explique o que você entendei por "guerra fiscal".

02) Como a "guerra fiscal" contribui para a dispersão industrial no Brasil?

DISPERSÃO INDUSTRIAL

No fim da década de 1980, já erarn nítidos os sinais da dispersão industrial no Brasil. Esse processo passou a ocorrer em duas escalas:
• no território brasileiro (escala nacional), buscando se expandir para outras regiões;
• na região Sudeste (escala regional), procurando fugir de áreas já muito industrializadas.
No primeiro caso, planos do governo federal procuraram instalar pólos industriais em outras regiões, como o Norte (Zona Franca de Manaus - 1967) e o Nordeste (Recôncavo Baiano), e o pólo petroquímico de Camaçan, na região metropolitana de Salvador (1978).
No segundo caso, a dispersão das indústrias foi marcada pelo congestionamento da área metropolitana de São Paulo. As empresas estão fugindo da poluição, dos altos preços dos terrenos, de sindicatos fortes, e procurando cidades menores, que ofereçam, entre outras facilidades, uma excelente qualidade de vida para seus funcionários. Outras vantagens são boa estrutura de transportes, mão-de-obra barata e, na maioria das vezes, qualificada, e mercado consumidor. Muitas dessas cidades possuem centros de pesquisa e universidades que permitem a instalação de tecnopolos.

A LOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL NO BRASIL


A localização das indústrias no Brasil seguiu os padrões comuns a essa atividade em todo o mundo. Em um primeiro momento, houve marcante concentração das indústrias em determinada região para mais tarde acontecer exatamente o oposto: as empresas estão fugindo dos locais muito industrializados, em um processo que chamamos de dispersão industrial.

Concentração industrial

A indústria brasileira começou a se concentrar no estado de São Paulo no período que vai de 1907 a 1920, tendo sua origem nos capitais da economia cafeeira.Em 1920, São Paulo participava com mais de 30% do número de indústrias do país.
Na primeira fase do processo de industrialização brasileiro (1930-1960), além do capital do comércio do café. São Paulo reuniu os principais requisitos para o desenvolvimento dessa atividade:
·         mão-de-obra assalariada imigrante que, paulatina mente, substituiria a mão-de-obra escrava;
·         ferrovias que ligavam o interior ao porto de Santos;
·         o mercado consumidor que se formou na capital paulista e seus arredores.
Coma força econômica de São Paulo e o poder político do Distrito Federal (no Rio de Janeiro até 1960), a região Sudeste firmou-se como a maior área de concentração industrial no país. O triângulo São Paulo-RiodeJaneiro-Belo Horizonte passou a concentrar as atividades do setor secundário no Sudeste e em todo o Brasil.

A Internacionalização da Industria Brasileira

No começo da década de 1960, o país passou por um conturbado período político que culminou com o golpe militar de 1964. Só nesse ano o processo de internacionalização da economia brasileira, iniciado no governo JK, consolidou-se definitivamente.
No governo militar, o período entre 1967 e 1973 ficou conhecido como o "milagre econômico brasileiro", quando atingimos a 8ª posição mundial em relação ao PIB e o 1° lugar entre as nações subdesenvolvidas industrializadas ou periféricas. O Brasil recebeu vultosos empréstimos internacionais e sua produção industrial foi muito grande. No entanto, como consequência, a dívida externa aumentou muito nesse período, agravando as desigualdades sociais, pois a riqueza, que deveria ser aplicada em melhores condições de saúde e educação, foi desviada para o pagamento de compromissos assumidos com organismos internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.
Com o peso da dívida externa e os sucessivos aumentos do preço do petróleo no mercado internacional, o país viveu nos anos 1980 o período conhecido como a "década perdida", quando se verificou uma forte retração da produção industrial e um menor crescimento da economia em geral

A indústria brasileira na globalização

Os anos 1990 foram marcados pela globalização da economia mundial, pela política neoliberal e pelas crises econômicas em países emergentes como o Brasil. Em consequência, o capital transnacional passou a controlar cada vez mais não só a industrialização, mas também toda a economia brasileira, incluindo os setores agropecuários e de serviços. Neste último, destacam-se os que dão suporte à atividade industrial, como o energético, o de telecomunicações e o de transportes, com a privatização de empresas estatais, corno a Companhia Siderúrgica Nacional, a Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) e grande parte das ferrovias e rodovias que compõem a malha de transportes do país.
Ainda na década de 1990, o setor industrial caracterizou-se pela queda dá participação da indústria na composição do PIB e pela redução do número de empregos nessa área. Não se esqueça de que o Brasil participa e sofre os efeitos da globalização econômica, cujas inovações tecnológicas geram maior produtividade com menor número de trabalhadores no mundo todo. Porém, por ter sido bem mais produtiva do que a década de 1980, podemos dizer que a década de 1990 foi positiva para a indústria brasileira.

A indústria brasileira no século XXI

O terceiro milênio começou incerto não só para a economia brasileira, como também para a economia mundial. Grandes potências industriais, corno Estados Unidos e Japão, viveram um período recessivo entre 2001 e 2004. Como o Brasil tem uma economia dependente de capitais externos, apresenta fortes reflexos dessa crise mundial.
A dependência da indústria brasileira não é só do capital e insumos, mas também da tecnologia estrangeira O Brasil ocupou o 43° lugar no ranking mundial de tecnologia da ONU, em 2001, o que atinge diretamente o desempenho industrial do país.
Os golpes finais para o setor industrial foram o racionamento de energia elétrica implantado pelo governo em 1° de junho de 2001 e a crise econômica na Argentina, grande importadora de nossos produtos industrializados. Em 2003, o crescimento do PIB brasileiro foi de -0,2%.
Se a economia já apresentava sinais de desaquecimento, com esses problemas as perspectivas para a indústria brasileira não são nada favoráveis para os próximos anos, apesar de alguns índices de crescimento industrial no início de 2004.

Industria : A Era Vargas e a Era J.K.

A segunda etapa do desenvolvimento industrial teve a participação decisiva desses dois governantes.
Getúlio Vargas foi o responsável pela infra-estrutura necessária para a instalação de indústrias no país no período de seu primeiro governo (1930-1945). Entre suas realizações estão a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), organizada ern 1941 e posta em funcionamento em 1946, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, e a mineradora Companhia Vale do Rio Doce, instalada em 1942 em Minas Gerais. Também fundou, em 1943, a Fábrica Nacional de Motores (FNM) e a Companhia Hidrelétrica de São Francisco, em 1945. Durante o seu segundo mandato (1950-1954). foi criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico (BNDE)ern 1952 e, no ano seguinte, foi instituída a Pe-trobras (Petróleo Brasileiro S/A).
Juscelino Kubitschek (1956-1960) privilegiou as obras para a geração de energia, os transportes e principalmente a construção de rodovias, que facilitou a instalação de montadoras estrangeiras de veículos em nosso país. Seu governo, ao contrário do de Getúlio Vargas, que se preocupou em proteger a produção nacional, marcou o início da internacionalização do parque industrial brasileiro. Nessa época, além das montadoras, vieram indústrias de aparelhos eletroeletrônicos e de alimentos, que mais tarde passariam a controlar o mercado interno, após a compra de empresas nacionais, incapazes de competir com a tecnologia e com os preços praticados por essas transnacionais. Portanto, entre 1930 e 1960, ocorreu a segunda e principal etapa da industrialização brasileira, caracterizada pelo modelo de substituição de importações voltado para o abastecimento interno e baseada na união de capitais estatais, nacionais e capitais privados estrangeiros.


As instalações da Volkswagen do Brasil foram inauguradas pelo presidente Guscelino Kubitschek, em 1959, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

A Indústria No Brasil


"Para a maioria dos analistas, o Brasil é um paradoxo. O país tem uma base industrial desenvolvida, um setor da sociedade altamente sofisticado e um corpo considerável de cientistas. O mistério é que tudo isso ainda não se traduziu em competitividade. Isso é um reflexo do desdém dos brasileiros pelo mercado internacíona . O Brasil precisa exportar para atingir a prosperidade. Não vendendo produtos agrícolas, mas, sim, de alta tecnologia. Se isso fosse feito, o país poderia realmente dar um grande salto. Com o fim da guerra fria, as velhas divisões ideológicas acabaram dando lugar a uma divisão baseada na tecnologia. Países onde vivem cerca de 15% da população mundial são responsáveis por quase todas as invenções. Os restantes 2 bilhões de seres humanos, um terço do total, não as produzem nem sabem como usá-las. As fronteiras das regiões excluídas não são as mesmas do mapa-múndi. A região da Amazônia no Brasil, por exemplo, faz companhia a vários países africanos no grupo dos excluídos."
(Adaptado de: Jeffrey Sachs. Veja, 18 jul. 2001, p. 11-15.)

Para o Brasil tornar-se industrializado, foi preciso percorrer um longo caminho.
Durante a maior parte do período colonial (1500-1822), era praticamente proibida a instalação de estabelecimentos comerciais e industriais na colônia, principalmente até 1808, datada vinda da família real ao Brasil, porque os produtos fabricados aqui concorreriam com os da metrópole portuguesa. Por isso, entre os séculos XVIII e XIX, enquanto alguns países da Europa ocidental conviviam com a industrialização, o Brasil permanecia como exportador de gêneros agrícolas, papel que continuou a representar mesmo após obter sua independência política em 7 de setembro de 1822. Até a década de 1930, a industrialização brasileira foi marcada por indústrias tradicionais (alimentícias e têxteis) e pela importação de produtos industrializados.
A crise mundial de 1929 afetou a economia brasileira, que até então se baseava principalmente na produção e na exportação de café. Com essa crise uma parcela razoável do capital cafeeiro foi reinvestida em atividades urbanas fabris, como a produção de alimentos e tecidos, modificando e dinamizando nossa economia com a lenta transição do predomínio do capital agrícola para o capital industrial. Este reunia o capital oriundo da cafeicultura, capitais internacionais (ingleses e norte-americanos, principalmente), poupança interna (capital privado nacional) e o capital estatal, que expandiu e diversificou a economia brasileira.
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) beneficiou a produção interna no Brasil, que, além de ler dificuldade em comercializar com a Europa, precisava substituir os produtos industrializados, queerarn importados, para atender ao mercado interno.

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